O que você, profissional do século XXI precisa saber?

Claro que entramos num século com uma avalanche de transformações que causou um mega impacto na vida de todos nós. A tecnologia da informação e comunicação mudou o jeito da gente interagir. Até os mais resistentes, aos poucos e sob muitas inseguranças, já começaram a aderir às mudanças. A necessidade promove e provoca a inovação. Há o seu lado positivo e o negativo. Há perdas, mas há ganhos. Não podemos mais ficar com aquele saudosismo que antigamente era melhor: além de ser, na maioria das vezes, pura fantasia;de nada adianta, tampouco retrocederá. A certeza é: estamos aqui e devemos fazer sempre o melhor por hora. E isso está em nós.

Se lembrássemos de que há bem pouco tempo o acesso à informação era tão restrito para a população em geral, apoiaríamos a maioria das evoluções da modernidade. Mas o que fazer com ele e ensinar às nossas crianças a condição humana, o enfrentamento das incertezas, incentivá-las a desenvolver o senso de compreensão, ética e solidariedade, estes sim são os grandes desafios da nossa era.

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Que o jovem profissional que se insere todos os dias no mercado de trabalho saiba que a busca de oportunidades é bem diferente de oportunismo.  Que ele saiba reinventar a própria realidade, sugerir mudanças, tornar as rotinas mais práticas, consiga driblar obstáculos, transpassar dificuldades econômicas, sociais e culturais na inserção de mercados cada vez mais globais.

Saber dar um jeito, é driblar adversidades, é buscar solução. É sair da zona de conforto, é não se render, não se acomodar, não se entregar.

É preciso que o cidadão do século XXI se indigne contra a injustiça, descaso, preconceito e violência.

Que das habilidades agora listadas abaixo, o cidadão deste século possa transbordá-las:

1. Capacitação contínua. Que ele aprenda a cada dia e, toda novidade, torne-o mais feliz, reinventado, aprimorado. Que tire do papel o conhecimento e coloque em suas mãos e consciência.

2. Gosto pela tecnologia. É inevitável, mas que a máquina não permeie a sua alma de frieza e insensibilidade. Que ela seja um instrumento instigante para querer melhorar sua prática e que seu trabalho retorne para o bem comum.

3. Motivação. Para querer ir além é necessário motivação. É preciso entusiasmo nos nossos afazeres. Entusiasmo é uma palavra que vem do grego e significa “ter Deus dentro de si.” Que o motivo para acordar cedo e ganhar a vida esteja além do material; mas a realização pessoal, o engrandecimento da alma. Que o trabalho lhe traga prazer e sua remuneração seja coerente com o amor com o qual faz seu ofício.

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4. Relacionamento. Para quem cultiva valores como respeito, ética, compreensão, solidariedade, dinamismo e tem autoestima bem resolvida, não precisa “pisar”, humilhar e trapacear para ter reconhecimento. Os profissionais mais cotados trazem esses valores implícitos no seu caráter. Competência técnica sem valores humanos não dá bons frutos.

5. Visão global. Com o mundo interligado e conectado, rompemos fronteiras geográficas, sociais e culturais. É necessário que o novo cidadão veja “além muros”, que saiba antecipar crises e evitar ameaças. Que encontre soluções e oportunidades nos acontecimentos econômicos, políticos, climáticos e sociais que possam abalar direta ou indiretamente o mercado onde atua.

6. Equilíbrio. Lidar com pressões, prazos, metas pode trazer desconforto e angústia. Dosar competência técnica, formação acadêmica e equilíbrio emocional farão desse trabalhador respeitado e necessário nas organizações. É alguém que soma à equipe e confere a ela mais calma e segurança.

7. Pensar leve. Só quem pensa com olhos e cabeças livres consegue inovar. Inovar é “pensar fora da caixa”, inventar o que ninguém ousou para satisfazer necessidades de tantas outras pessoas. Às vezes o desligamento mental e o afastamento por horas de um problema seja a melhor forma para encontrar uma solução viável, “leve e fresca” para questões que antes pareciam insolúveis. Dividir responsabilidades, buscar em equipe soluções melhoram o enfrentamento.

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Assim nem só de gelidez se faz uma grande organização. A lógica esclarece, torna as coisas mais claras, mas colocar também a sua alma, a sua identidade no que se faz é o que faz a diferença. Uns chamam coração, outros paixão, outros energia. E você que nome dá para esse talento tão intrínseco de nossa identidade?

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