Comunicação: a delicadeza para nocautear o adversário!

Num mundo cercado de linguagem multissemiótica (para além da linguagem, leitura de sons, luzes, ícones, enfim qualquer signo), comunicar-se parece tarefa fácil, entretanto o desafio que ainda se instala nas relações interpessoais é o como se comunicar. De que forma atingir seu interlocutor de maneira precisa, delicada e eficiente?


A agressividade está longe dos dicionários do mundo corporativo. A imagem do chefe que inspira medo ou terror num breve lance de olhar é prática que definha no mundo de hoje.

A própria expressão “chefe” praticamente desmaterializou-se dentre as empresas que desejam a liderança no mercado. O espaço atualmente é dos melhores lideres. Nunca se falou tanto a respeito da gestão democrática no mundo empresarial. Um gestor inteligente é aquele que estimula seus confiados e não se permite à imposição de idéias; busca, sobretudo, o consenso e a participação coletiva. Assim o colegiado corresponsável se comprometerá com a filosofia organizacional e o sucesso da fidelização da marca.

É perfeitamente possível, impor respeito e ascender na hierarquia de uma empresa comunicando-se cordialmente, sem invadir espaços, sem levantar a voz ou alterar suas expressões faciais. Aliás, é infinitamente mais agradável, além de muito mais eficiente.

Uma abordagem cuidadosa e respeitosa em críticas e até mesmo em reivindicações rende, provavelmente, melhores resultados que bradar aos quatro ventos os defeitos encontrados e enumerar todo o repertório de atitudes inadequadas. Com objetividade e impessoalidade exercitamos desafios próprios dos mais estrategistas diplomatas.

Lembre-se: em vez de “isso não funciona..” porque não usar: “” e se nós tentássemos..” Ou então: “detesto que…” pode se tornar mais leve com ” não seria melhor…”

“Isto é bobagem”. Além de agressivo não reverte a situação-problema, além de desestimular a participação do colegiado.. Já “Temos uma alternativa, o que vocês acham de…” é mais diplomático e traz uma sugestão de solução ao que você considera uma besteira.

Uma postura mais democrática também confere mais espaço para que pequenos ajustes e erros sejam repensados e corrigidos. E não fará de você um ditador mimado, mandão e estereotipado dos reinos retratados no mundo dos desenhos animados.

Comunicar é uma questão de palavras e entonação. Mas que faz toda a diferença e até podem mudar a atitude de seus interlocutores em relação à polêmica discutida.

Seja sempre positivo. Ao fazê-lo, suas atitudes serão absorvidas com muito mais receptividade.

Pondere antes de responder. Parece bobo, mas ainda existem muitas pessoas que na hora da adrenalina deixam as palavras saírem da boca e não do cérebro. Todo cuidado é pouco.

Na hora de ouvir uma reclamação deixe o interlocutor completar o seu pensamento. Neste momento a interrupção é inviável. Ouça, mas ouça mesmo o que a outra pessoa está querendo dizer e só depois fale, faça perguntas. Crie o clima de intimidade, minando a agressividade oposta.

Evite comparações de qualquer espécie. Nada pode ser mais indelicado e contraproducente. “Por que o computador dele está conectado na Internet e o meu não ?”. Você já será avaliado como uma criança birrenta. Já com um argumento preparado a situação é outra: “se meu micro estivesse ligado na Internet poderia fazer este trabalho em apenas uma hora… “

Afinal, parece que voltamos à educação infantil e ouvimos ressoar as remotas cantigas sobre as “palavrinhas mágicas” e as lições de bons modos, como seguem os versos do filme Sherek sobre a cidade de Duloc.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *