Corretor de Imóveis: o modelo atual não é transparente

Não importa o quão desenvolvido e capacitado for o mercado imobiliário, em qualquer parte do mundo, clientes compradores e vendedores buscam a mesma coisa. Quem vende quer vender seu imóvel pelo melhor preço e no menor tempo possível, quem compra, quer comprar o melhor imóvel que o seu dinheiro possa pagar sem pressão para fazer essa escolha.  No meio de tudo isso está um personagem chamado “Corretor de Imóveis” e que vive de comissão. Os corretores de imóveis no Brasil sofrem com uma visão de que sua profissão não é importante, não agrega valor nas operações imobiliárias e em algumas vezes são vistos como um “mal necessário”. É assim que definem alguns clientes e eu já ouvi isso de alguns amigos, quando possível tentam fazer de tudo para se livrar do corretor e assim realizar o negócio por conta própria. Triste isso.

Agora, se você pensar bem isso é compreensível, e alguns vão falar mal e outros concordar, mas o modelo de negócios no Brasil está ERRADO. É um modelo que não gera confiança, não traz credibilidade e não tem nenhuma transparência. É a tal história, não basta ser honesto, tem que parecer honesto.

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No Brasil o corretor de imóveis, em muitos casos, é o captador e o vendedor do imóvel. Como garantir que ele está preocupado em vender o seu imóvel pelo melhor preço? Como garantir que ele está te apresentando o melhor que o seu dinheiro pode pagar se ele tem as duas pontas na mão e ganha uma comissão se concretizar o negócio? Difícil não é?

Em países como os EUA, onde o mercado imobiliário é extremamente competitivo e onde o corretor possui status social, você normalmente tem dois profissionais envolvidos em uma transação, o que defende os interesses do comprador e o que defende os interesses do vendedor.  Isso gera transparência, credibilidade e, acima de tudo, valor agregado para o profissional e a profissão. Ele passa a ser um elemento fundamental; sendo visto como um especialista apto para defender aquilo que o seu cliente procura.

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Esse é, na minha opinião, o maior problema que o corretor de imóveis enfrenta na valorização de sua profissão. No Brasil ele é “advogado” de duas partes, isso é um grande complicador para que sua atividade seja considerada transparente e isenta de oportunismo. Aqui ele pode ganhar mesmo quando um dos seus clientes perde, ele exerce esse juízo em pró do seu bolso.  Acredito que esse tema mereça uma reflexão por parte do mercado, Quanto todos ganhariam se em cada operação existissem dois corretores de imóveis? Os melhores e mais preparados teriam maior reconhecimento, seriam mais procurados, fidelizariam clientes e acima de tudo teriam credibilidade.

Quem pode mudar isso? Você, corretor. Você, empresário imobiliário. E principalmente você, cliente; exigindo que o seu corretor defenda exclusivamente a sua parte, seja ela de compra ou venda de um imóvel.

5 thoughts to “Corretor de Imóveis: o modelo atual não é transparente”

  1. O melhor post que eu já vi nos últimos tempos. Faz muito tempo que eu defendo essa questão. Muito obrigada por abrir esse debate. Apoio totalmente essa proposta. Seria muito mais correto com os clientes e sem dúvida passaria muito mais credibilidade para nosso trabalho. Total apoio.

    1. Sem dúvida, mas é necessário que se entenda os pontos de vista; respeito total ao VENDEDOR e ao COMPRADOR, propriedade é BEM familiar.
      Representa pessoas, seres humanos, que ao longo da vida, pouparão para adquirir bens, e segurança aos seus.

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