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Senado estende aos aposentados do INSS reajustes reais do salário mínimo

Do Valor OnLine

BRASÍLIA - O plenário do Senado aprovou na noite de quarta-feira, por unanimidade e em votação simbólica, projeto (PLC 42/07) que garante reajustes anuais do salário mínimo até 2011, recebendo sempre a inflação passada acrescida do mesmo percentual do crescimento real da economia de dois anos antes. Os senadores aprovaram uma emenda apresentada pelo senador Paulo Paim (PT-RS) que estende aos aposentados do INSS os mesmos reajustes concedidos ao salário mínimo. Assim, no dia 1º de fevereiro de 2009, o salário mínimo e as aposentadorias receberão, além da inflação de 2008, um aumento de 5,4%, que foi o percentual do crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) de 2007.

O projeto voltará ao exame dos deputados por causa da emenda de Paulo Paim. Caso a proposta seja aprovada pela Câmara e receba sanção do presidente da República, o governo terá de conceder, de forma retroativa a 1º de março, aumento real aos aposentados do INSS - eles receberam apenas a reposição referente à inflação.

Durante a discussão da matéria, o senador Aloizio Mercadante (PT-SP) subiu à tribuna para afirmar que o Congresso não podia estender aos aposentados o mesmo aumento real do salário mínimo, pois não indicou fonte permanente do novo gasto. Ponderou que se a emenda do senador Paulo Paim não for rejeitada pelos deputados e receber sanção do presidente da República, haverá novo fato de desequilíbrio das contas da Previdência, hoje com déficit anual próximo de R$ 44 bilhões.

O projeto original foi apresentado no ano passado pelo governo, depois de negociações com as centrais sindicais e parlamentares da base governista. Com a fixação em lei da fórmula de cálculo do salário mínimo até 2011, o governo quer dar previsibilidade às empresas e aos trabalhadores, depois de um período em que o mínimo teve aumentos reais substanciais negociados com o Congresso. A partir de agora, os reajustes estarão sempre ligados ao crescimento da economia.

Os aumentos serão baseados no Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), calculado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Na verdade, o governo já vem aplicando desde o ano passado a fórmula prevista no projeto. Além dos reajustes, o projeto determina que a cada ano o governo retroceda em um mês a vigência do salário mínimo - o aumento de 2008, por exemplo, ocorreu no dia 1º de março. Em 2009, o reajuste será feito no dia 1º de fevereiro e, a partir de 2010, o mínimo subirá sempre no dia 1º de janeiro.

A proposta estabelece que até o final de março de 2011 o governo enviará ao Congresso projeto de lei fixando como será a política de valorização do salário mínimo de 2012 a 2013. O projeto determina ainda que o governo constitua um grupo de trabalho, com representantes dos ministérios, das centrais sindicais e de entidades patronais, para definir e acompanhar a política para o salário mínimo.

A matéria recebeu pareceres favoráveis dos senadores Valdir Raupp (PMDB-RO) e Osmar Dias (PDT-PR), que relataram o projeto, respectivamente, nas Comissões de Assuntos Sociais (CAS) e de Assuntos Econômicos (CAE). Durante a discussão da matéria, os parlamentares enalteceram a luta do senador Paulo Paim para melhorar os reajustes dos aposentados do INSS.

Apenas os senadores Aloizio Mercadante e Romero Jucá (PMDB-RR), este líder do governo, fizeram restrições à extensão do aumento aos aposentados. Mercadante reconheceu o mérito da emenda de Paulo Paim, mas alertou para a falta de previsão no Orçamento da União para pagar o aumento real para os aposentados.

O líder do PSDB, Arthur Virgílio (AM), sustentou que a oposição fazia uma homenagem ao senador Paulo Paim. O líder do DEM, José Agripino (RN), disse que os senadores estavam ouvindo o clamor dos aposentados do INSS, que se sentem injustiçados pelo governo por terem recebido neste ano um reajuste de 5%, contra 9,3% concedidos ao salário mínimo.

(Agência Senado)

Fonte: G1

Adicionar comentário Quinta, 10 de Abril de 2008 às 08:06 admin

Para Lula, Congresso aprova Orçamento nesta semana

Da Agência Estado

O presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, mostrou esperança de que o Congresso aprove finalmente, nesta semana, o orçamento do País para 2008. Em seu programa semanal de rádio, Café com o Presidente, Lula afirmou: “Não é o governo que precisa do Orçamento. O governo apenas gerencia o Orçamento. Quem precisa do Orçamento é o povo brasileiro. Estou convencido de que vão aprovar essa semana e vamos tocar o barco com muita normalidade”.

Lula disse crer que os senadores e os deputados “têm responsabilidade com o Brasil” tanto quanto a presidência. “Não posso crer que apenas eu queira trabalhar e eles não. Que apenas eu queira fazer as obras e eles não. É de interesse de todo mundo”, disse, complementando que tem “certeza que há disposição e vontade política do Congresso em votar”.

Em seu programa semanal, Lula falou a maior parte do tempo sobre o programa de reurbanização de favelas e explicou que “não há uma única capital ou região metropolitana que não esteja recebendo obras do PAC (Programa de Aceleração do Crescimento)”. Conforme o presidente, “são bilhões e bilhões de reais investidos na urbanização de favela, em saneamento básico, recuperação de casas e construção de novas casas”.

O presidente disse também que vai viajar muito pelo Brasil, programação que inclui passagens por todas as capitais brasileiras, com vistas a garantir que as pessoas que moram em favelas tenham as mesmas condições de vida que “tem todo cidadão brasileiro que mora num bairro comum deste País”. “À medida que colocamos R$ 40 bilhões para cuidar de urbanização de favelas e saneamento básico, agora temos que estar em cima, para que essas coisas aconteçam”, justificou. Lula pediu à imprensa que o ajude na fiscalização do programa.

Fonte: G1

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Lula se reúne com governadores do Nordeste nesta sexta

Em Aracaju, presidente participa da 6ª Reunião do Fórum de Governadores do Nordeste.
Na quinta, no Ceará, ele fez críticas à oposição por ação que contesta programa do governo.

Do G1, em São Paulo

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva participa, na manhã desta sexta-feira (29) da 6ª Reunião do Fórum de Governadores do Nordeste, em Aracaju (SE).

A ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff, fará apresentações sobre o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). O ministro da Justiça, Tarso Genro, falará sobre o Programa Nacional de Segurança Pública com Cidadania (Pronasci). No final da manhã, Lula deve retornar a Brasília.

Segundo informações da Presidência da República, na pauta do encontro está prevista também a apresentação do plano de trabalho da Superintendência do Desenvolvimento do Nordeste (Sudene) e do Pacto do Semi-Árido. Ao final do encontro, os governadores deverão aprovar a “Carta de Sergipe”.

Governo x oposição
Na quinta-feira (28), o presidente esteve em Quixadá, no Ceará, para lançar obras do programa “Territórios da Cidadania”, alvo de ação no Supremo Tribunal Federal (STF) pela oposição.

Em discurso na cidade cearense, Lula criticou a atitude do PSDB e do Democratas, autores da ação. “A oposição quando esteve no governo não governou e agora eles tentam impedir que você faça política social, tentam impedir que você atenda aos interesses do povo achando que é eleitoreiro”, afirmou.

Fonte: G1

Adicionar comentário Sexta, 29 de Fevereiro de 2008 às 08:18 admin


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