Publicações arquivadas sob Notícias do Mercado Imobiliário

CCDI troca comando

Valor, Yan Boechat, 17/abri

Depois de um ano de forte crescimento nos lançamentos, resultados financeiros tímidos e um péssimo desempenho no mercado acionário, a Camargo Corrêa Desenvolvimento Imobiliário inicia o mês de maio com um novo presidente. Na última terça-feira, o conselho de administração de uma das poucas companhias abertas do Grupo Camargo Corrêa aprovou o nome de Marcelo Figueiredo para substituir Roberto Perroni, que comandou o processo de abertura de capital da CCDI, em janeiro de 2007. De acordo com o comunicado oficial da empresa, Perroni decidiu sair da empresa por uma única e exclusiva decisão pessoal.

Marcelo Figueiredo está no Grupo Camargo Corrêa há sete anos, e a quatro atua na CCDI. Seu último cargo antes de assumir o controle da empresa era o de diretor de novos negócios e, segundo a companhia, era o sucessor natural de Perroni. Figueiredo entra com a responsabilidade de reverter os resultados negativos da CCDI no mercado acionário. Desde que abriu o capital, as ações da empresa já perderam 44,9% de seu valor, de acordo com a cotação de ontem. No mesmo período, o Ibovespa teve uma valorização de 45,6%.

Marcelo Figueiredo acredita que o desempenho da empresa na bolsa de valores não corresponde à realidade da CCDI. “Tivemos um sólido crescimento em 2007, nossos resultados foram ótimos e assumo o comando com o objetivo continuar nossa curva de expansão, nada muda em nossa estratégia”, diz ele. A companhia ampliou em 178% o volume de lançamentos em 2007 e as vendas contratadas cresceram 124% em relação ao ano de 2006. Apesar de significativos, os números ficaram poucos pontos percentuais acima da média do mercado. Já nos dados financeiros, a realidade foi diferente. A companhia registrou o menor resultado líquido positivo entre as 21 empresas do setor - quatro delas tiveram prejuízo - e a margem lajida ficou apenas em 5,4%, enquanto a média do setor imobiliário foi de 21,9%.

Fonte: ADEMI

Adicionar comentário Sexta, 18 de Abril de 2008 às 08:50 admin

Prédios populares no Rio de Janeiro já vêm com spa

Valor, Chris Martinez, 17/abr

Uma reconfortante massagem corporal ou um banho de espumas, depois de um tenso e longo dia de trabalho. Tudo ali, ao alcance de um rápido passeio pelo elevador. O que parecia um sonho distante da população de baixa renda se materializou em empreendimentos que acabam de ser lançados pela Living, o braço da Cyrela que constrói apartamentos econômicos.

“Não interessa se o consumidor mora em Belford Roxo, (popular bairro carioca), ou em Ipanema, hoje em dia todo mundo quer segurança, lazer, serviço e paisagismo”, diz Rogério Jonas Zylbersztajn, vice-presidente do grupo RJZ Cyrela, joint-venture entre a RJZ e a Cyrela Brazil Realty, criada em 2000 para operar no mercado do Rio. “O spa já é uma tendência, independentemente da renda, desde que o empreendimento comporte a sua instalação.” Dos seis residenciais para baixa renda lançados pela Living, quatro terão spa. O projeto em Nova Iguaçu, por exemplo, terá uma única torre, 18 andares, com 12 apartamentos por andar. Neste caso, os apartamentos terão de 64 metros quadrados a 80.

O desafio é encaixar essa tendência sofisticada ao tamanho de cada projeto. Afinal, um apartamento que tem o metro quadrado vendido acima de R$ 5 mil não comporta um spa do mesmo padrão que um edifício popular, cujo metro quadrado oscila entre R$ 1,8 mil e R$ 2 mil. O arquiteto Marcelo Parreira, da RJZ, diz que em regiões mais populares a empresa trabalha com a mesma proposta, mas de maneira mais simples. Não contrata uma grife para tocar o spa de forma terceirizada, como acontece em dois outros empreendimentos do grupo no Rio. A opção recai sobre profissionais do bairro, especializados no ramo, mas que ainda não têm uma “etiqueta” famosa.

Para os spas dos residenciais Saint Barth e Saint Martin, ambos na Barra da Tijuca, a Cyrela selou um acordo operacional com a L’Occitane - a conhecida grife de cosméticos francesa. A L’Occitane entra com a sua sofisticada linha de produtos e com a prestação de serviços - o que inclui um menu de banhos especiais, como de chocolate, massagens e tratamentos para o corpo - e a construtora com o aporte de recursos.

Além da Cyrela, outras grandes construtoras, como Odebrecht, Company e Tishman Speyer, aderiram à onda do bem estar, mas com o foco nos clientes de alto padrão. As companhias fecharam parceria com a L’Occitane para abrir 11 spas dentro de condomínios residenciais brasileiros - numa ação inédita na história da marca francesa no mundo. A grife de cosméticos, que iniciou a produção de óleos, sabonetes e xampus na década 70, na região da Provence, descobriu nas grandes construtoras do país um novo filão de negócios.

“Há uma onda generalizada da busca pelo bem estar e vimos uma oportunidade no segmento de ‘real state’”, diz Tania Ginjas, diretora da área de spa do grupo. A idéia, segundo ela, é ampliar ainda mais a atuação nessa área, mas sempre buscando empreendimentos que comunguem da mesma cartilha da L’Occitane, voltada para uma freguesia de mais alto padrão. Para as construtoras, a parceira reforça a estratégia em voga no momento: de colocar no “no quintal do cliente” a dobradinha de oferecer bem estar e serviços diferenciados. Tudo isso em único espaço, garantindo lazer com segurança e comodidade.

A entrada da L’Occitane em prédios residenciais nasceu, inicialmente, de uma parceira firmada com a norte-americana Tishman Speyer, que tem em seu portfólio ícones internacionais como o Rockefeller Center e o Chrysler Building, ambos em Nova York. Mas a estréia se dará efetivamente no primeiro semestre do ano, quando a incorporadora entrega as chaves do Flórida Penthouses, localizado no coração da Avenida Luis Carlos Berrini, no Brooklin, em São Paulo.

“Oferecer algo especial desperta o desejo desse consumidor, entre 25 e 45 anos, com alto poder aquisitivo e que cultua o corpo, a saúde e o bem estar”, diz Eduardo Machado, diretor de desenvolvimento residencial da Tishman. A incorporadora , presente no Brasil há 12 anos, firmou um contrato de exclusividade com a L’Occitane, e vai construir spas em todos os empreendimentos que lançar em São Paulo, desde que o formato seja compatível com a área útil do projeto. Por enquanto, prevê colocar em cinco residenciais. A Tishman também tem acordo com a Reebok, para as academias de seus condomínios.

A Odebrecht Desenvolvimentos Imobiliários também escolheu a marca francesa para cuidar dos seus spas. A placa e os serviços da grife estarão disponíveis em três empreendimentos: Yacamim Reserva, em Ilhabela, Reserva do Paiva, em Recife, e AlphaSquare em Alphaville (SP). Ruy Rego, diretor da empresa, destaca o milionário projeto pernambucano, que vai ocupar uma área de 530 hectares, com mais de 8,5 quilômetros de praia, orçado R$ 1,6 bilhão. São casas sofisticadas, onde a mais em conta custa por volta de R$ 1,5 milhão “Pelo menos 12% dos compradores desses projetos são estrangeiros, especialmente europeus, que valorizam o bem estar e, mais que isso, as empresas voltadas para a sustentabilidade”, diz.

Para sustentar a expansão de seus spas, a L’Occitane desenvolveu um menu de tratamentos de banhos e massagens, contratou mais 12 profissionais e está montando uma central de atendimento no seu spa da rua Bela Cintra, na cidade de São Paulo, para dar suporte à demanda dos moradores desses empreendimentos. Outros Estados contarão com um suporte que está sendo elaborado pela grife, cujo primeiro spa foi aberto em 2001. A L’Occitane tem 27 lojas no Brasil, parte delas franqueadas. Em 2007 faturou R$ 48 milhões e para este ano a previsão é chegar a R$ 68 milhões e abrir 15 lojas.

Fonte: ADEMI

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Santa Úrsula

O Globo, Ancelmo Gois, 17/abr

Deve ir a leilão amanhã, para pagamento de dívida trabalhista, uma casa avaliada em R$ 1,7 milhão, de propriedade da Universidade Santa Úrsula, na Rua Jornalista Orlando Dantas 36, em Botafogo, no Rio.

Fonte: ADEMI

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Inscrições abertas para cursos de Desenvolvimento Imobiliário

A CM2 - Estruturação Imobiliária Ltda. está com inscrições abertas para dois cursos com apoio da ADEMI. Um deles é a edição de “Estruturação Imobiliária Aplicada”, que acontecerá nos dias 9, 10, 16 e 17 de maio. Para mais informações, clique aqui. O outro é “Engenharia Imobiliária - avançado”, cuja 6ª edição será realizada nos dias 30 e 31 de maio. Se quiser obter mais informações, clique aqui. Para inscrever-se em qualquer um dos cursos, escolha abaixo:

Ficha de Inscrição - Curso Estruturação Imobiliária Aplicada
(HTML, 3.7 KB)

Ficha de Inscrição - Curso Engenharia Imobiliária
(HTML, 3.9 KB)

Fonte: ADEMI

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Lopes

Valor, 16/abr

Marcelo Groppo é novo diretor da Lopes. Ele vai dirigir a unidade da Habitcasa, no Rio de Janeiro. Groppo atuou por cinco anos na incorporadora Tenda, onde foi responsável pela área de vendas e treinamento de gerentes em Belo Horizonte, contratações de vendas e marketing em São Paulo, até assumir a diretoria de operações na filial carioca.

Fonte: ADEMI

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De mãos dadas

O Globo, Ancelmo Gois, 16/abr

A CHL e a RJZ/Cyrela arremataram juntas num leilão um terreno em Botafogo, no Rio, próximo à estação do metro, por R$ 7,5 milhões.

Fonte: ADEMI

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Romaria à casa do PAC

O Globo, Elaine Duim, 16/abr

Em meio a cerca de 50 moradores do Morro do Adeus que foram ontem conhecer a casa modelo do PAC, no Complexo do Alemão, um garotinho de pouco mais de um metro de altura olhava maravilhado para tudo. Ao fim da visita, enquanto o irmão e o primo falavam encantados dos quartos, o pequeno Douglas Nascimento da Silva não hesitou em eleger o que mais o agradou no imóvel: “a água”. Aos 6 anos, ele mora num barraco de estuque, sem esgoto ou água encanada, no Pantanal, uma das áreas mais carentes da comunidade.

Segundo a presidente da Associação de Moradores do Adeus, Nilcéa Rocha da Conceição, as localidades de Campo e Pantanal são as mais precárias do morro. Para lá, não há ruas, apenas escadas, o que inviabiliza, por exemplo, a entrega de materiais de obra e o socorro que eventualmente algum morador precise. Quase todas as casas são de estuque feitas de madeira e barro. Água potável é produto raro por lá.

Lá onde a gente mora é muito feio. Tem mato, lixo, caco de vidro e a gente se machuca sempre contou Lucas Nascimento da Silva, de 9 anos, irmão de Douglas, já pensando nas brincadeiras que poderá fazer com os amiguinhos no pequeno quintal aos fundos da casa.

Douglas e Lucas não foram os únicos a se encantarem com a casa do PAC, que a partir de agora será visitada, a cada semana, por moradores de uma das comunidades beneficiadas pelo programa. Uma das primeiras a entrar no imóvel, a dona-de-casa Shirlei Rosângela da Silva Onório, de 51 anos, nascida e criada no Adeus, chegou a passar mal. Ela é hipertensa e a medicação que toma não foi suficiente para segurar a pressão, diante de tanta emoção.

Ai, meu Deus, aleluia! Essa casa é maravilhosa! A gente sempre pede a Deus por melhorias e está chegando a hora dizia a mulher, que tem renda familiar de um salário-mínimo e, juntamente com o marido, que é biscateiro, e as duas filhas, levou três anos para construir a casa de alvenaria onde mora, depois de anos num barraco de estuque.

Segundo a Empresa de Obras Públicas do estado (Emop), o Morro do Adeus ainda passa pelas avaliações necessárias para se definir quantas casas serão construídas ali. As áreas da comunidade que serão beneficiadas ainda não foram selecionadas, mas Nilcéa acredita que possam ser o Campo e o Pantanal, por toda a carência dos locais. Justamente por isso, a líder comunitária chamou moradores dessas áreas para a visita de ontem.

Fonte: ADEMI

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Bovespa prepara índice imobiliário

Jornal do Commercio, 16/abr

A consulta pública para criação de índice imobiliário na Bovespa começa no próximo dia 2 de maio.

A Bovespa informou que os interessados em participar terão até o dia 2 de junho para enviar comentários e sugestões à minuta técnica do indicador, que estará disponível no site http://www.bovespa.com.br/.

A consulta pretende identificar as empresas com potencial a participar do índice nos setores e subsetores de construção civil, construção pesada e materiais de construção, entre outros segmentos afins.

A Bovespa também espera receber do mercado sugestões para a formatação da metodologia do índice, tais como: ponderação da carteira, período de verificação da negociabilidade e presença em pregão.

A participação do setor no mercado acionário está em expansão.

Fonte: ADEMI

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Prática infla saldo devedor em até 30%

O Globo, Flávia Oliveira, 16/abr

O risco do “juro no pé” é o mutuário se deparar, na entrega das chaves, com saldo devedor muito superior ao valor de mercado do imóvel. Num contrato com juro de 1% ao mês incidente desde a obra, o saldo estará inflado em 30% na entrega das chaves, diz Vasconcellos. Em planos indexados ao INCC ou à TR, o adicional não passa de 8%.

Fonte: ADEMI

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‘Juro no pé’ pode gerar crise na habitação

O Globo, Flávia Oliveira, 16/abr

A volta da cobrança de “juros no pé” nos financiamentos pode levar o mercado imobiliário carioca a uma crise em fins de 2010, início de 2011. É nessa época que começa a entrega dos imóveis vendidos, agora, com incidência de juros durante as obras, adverte Rubem Vasconcellos, da Patrimóvel. A prática fora banida em 2006, depois da assinatura de um acordo das construtoras com o Ministério Público do Rio. Mas voltou em 2007, com a expansão do crédito bancário ao setor.

Fonte: ADEMI

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