Publicações arquivadas sob Notícias do Mercado Imobiliário
A Caixa Econômica Federal informou que o Feirão da Casa Própria de São Paulo terminou neste domingo com recorde de público e volume de financiamento. No total, foram encaminhados 21,5 mil negócios, com valor total de R$ 1,4 bilhão, R$ 100 milhões a mais do que na edição anterior. O evento começou na última quarta-feira e terminou nesta tarde, com a visita de mais de 162 mil pessoas.
Leia Mais
Segunda, 19 de Maio de 2008 às 08:47
admin
O Globo, Flavia Oliveira, 17/abr
A epidemia de dengue no Rio provocou o cancelamento do encontro anual da Colliers International, em maio. O evento reuniria 60 executivos da empresa de compra, venda e aluguel de imóveis corporativos, vindos de 60 países, entre os quais Canadá, sede do grupo, e EUA.
Fonte: ADEMI
Sexta, 18 de Abril de 2008 às 08:58
admin
Jornal do Commercio, Giselle Souza, 17/abr
O advogado Arnon Velmovitsky é o novo presidente da Comissão de Direito Imobiliário da OAB-RJ. Ele assume com a responsabilidade de repetir os ótimos resultados que obteve na Ouvidoria Geral da Ordem, onde são realizados cerca de 1.500 atendimentos por mês. Na nova comissão, Velmovitsky terá como atribuições estudar e propor medidas que visem à melhoria das condições de acesso à moradia no Estado, enxugar os impostos e facilitar os financiamentos. Ele prevê a realização de uma série de debates acerca do impacto do PAC no mercado imobiliário do Rio.
Fonte: ADEMI
às 08:57
admin
O Globo, Flávia Oliveira, 17/abr
Também do ramo, a Ética é outra em expansão. A empresa, com 20 escritórios no Rio, abre este mês mais oito pontos, cinco deles em Niterói e São Gonçalo. Até dezembro, virão mais sete no estado. Fora do Rio, serão criadas joint ventures com administradoras da Brasil Brokers.
Fonte: ADEMI
às 08:57
admin
DCI, Cynara Escobar, 17/abr
As incorporadoras PDG Realty e Tecnisa divulgaram ontem as prévias dos seus resultados operacionais, que apontaram altas nos indicadores de lançamentos e vendas contratadas no primeiro trimestre, seguindo ainda a tendência de recordes do setor. A PDG Realty, que atua como investidora em projetos de outras incorporadoras - como a Goldfarb, Lindencorp e a CHL -, atingiu um valor geral de vendas (VGV) de R$ 964,8 milhões, e a parcela da companhia neste total foi de R$ 573,1 milhões no primeiro trimestre de 2008, distribuídos em 19 empreendimentos e 4.066 unidades. Em 2007, a companhia havia alcançado um VGV de R$ 143,9 milhões com 1.632 de unidades lançadas.
Nos três primeiros meses do ano, as vendas contratadas atingiram R$ 467,2 milhões, 54% de cujo total provêm dos lançamentos realizados período. A companhia informa ainda que 75% lançamentos efetuados entre janeiro e março estão concentrados no segmento econômico, enquanto o segmento de incorporação comercial ficou com 23% do VGV lançado no trimestre. A Tecnisa, por sua vez, deu um salto de R$ 17 milhões, para R$ 227 milhões em lançamentos na comparação entres os primeiros trimestres de 2008 em relação a 2007. Por conta disso, a empresa ampliou as metas para o ano em R$ 200 milhões e estima lançar R$ 1,7 bilhão até o final do ano. As vendas contratadas atingiram R$ 171 milhões no primeiro trimestre, um salto de 74% em relação ao primeiro trimestre de 2007. Para o ano, a Tecnisa espera atingir R$ 580 milhões em vendas internas e R$ 14 milhões em lucro. Em 2007, a incorporadora alcançou R$ 327 milhões e R$ 8 milhões nos mesmos indicadores.
Com a movimentação do mercado imobiliário, algumas mudanças estão acontecendo na área de gestão das empresas. Tanto que o executivo Marcelo Gusmão de Figueiredo Mendes é o novo diretor superintendente da Camargo Corrêa Desenvolvimento Imobiliário S.A. (CCDI), assumindo o posto deixado por Roberto Perroni. Segundo a empresa, ele assumirá o cargo no próximo dia 30.
Fonte: ADEMI
às 08:56
admin
O Globo, Flávia Oliveira, 17/abr
A Apsa, administradora de imóveis carioca, planeja chegar a dez capitais brasileiras em meia década. A expansão começou em 2007 pelo Nordeste. A empresa já tem bases em Salvador e Recife e começou a negociar a compra de uma administradora em Fortaleza. Na seqüência, quer se instalar em Belo Horizonte, Vitória e Brasília. São Paulo virá por último. A Apsa administra 2.720 condomínios no Rio.
Fonte: ADEMI
às 08:55
admin
Gazeta Mercantil, 17/abr
A Votorantim Cimentos informou ontem ter concluído a compra de 15,2% da Cementos Bío Bío, líder na indústria de cimento e concreto do Chile, de acordo com a companhia brasileira.. O investimento na participação da empresa chilena foi superior a US$ 100 milhões, segundo a Votorantim. A companhia iniciou expansão internacional em 2001 quando comprou a St. Marys no Canadá, informou seu presidente Wallter Schalka, em comunicado. A empresa há 50 anos se mantém entre os três maiores fabricantes de cimento, concreto e agregados do Chile, segundo o executivo.
A Bío Bío encerrou o ano fiscal de 2007 com faturamento de US$ 682 milhões e atua em cimento e cerâmica. Em cimento tem capacidade para 2,25 milhões de toneladas anuais e 35% do mercado chileno. Em concreto as vendas foram de 2,5 milhões de metros cúbicos em 2007 e em cal 550 mil toneladas em 2007.
Em cerâmica - com unidades na Venezuela, Equador, Chile e EUA - a companhia chilena produzi aproximadamente 6,8 milhões de peças de cerâmica sanitária no ano passado.
Fonte: ADEMI
às 08:54
admin
O Globo, Luiz Ernesto Magalhães e Taís Mendes, 17/abr
A Associação de Moradores de Rio das Pedras (Amarp) está envolvida na ocupação de áreas públicas loteadas por integrantes da milícia que controla a favela. Lotes vendidos pela imobiliária Betel foram registrados na entidade mediante o pagamento de uma taxa de R$ 150. A descoberta foi feita ontem durante uma operação da Coordenadoria Integrada de Combate aos Crimes Ambientais (Cicca), da Secretaria estadual do Ambiente, que demoliu nove casas construídas na faixa marginal de proteção da Lagoa da Tijuca, na localidade da Areinha. As invasões começaram há dois meses, após outra intervenção do estado que retirou os chiqueiros que ocupavam a área e terrenos vizinhos.
A Betel que não tem registro na Junta Comercial e, segundo moradores, está sob o controle da milícia é a mesma que invadiu, cercou e construiu lojas num terreno de 23.700 metros quadrados da prefeitura destinado a um projeto habitacional, como O GLOBO denunciou na segunda-feira.
Lotes eram vendidos por R$ 5 mil No terreno da prefeitura, lojas foram vendidas por R$ 30 mil. Há planos até para a construção de um espigão no local.
No caso da área que foi alvo da operação de ontem do estado, o terreno foi dividido em 60 lotes, que eram vendidos por R$ 5 mil, cada. O interessado fechava negócio com a Betel e em seguida registrava o imóvel na associação. Só assim recebia autorização para construir no loteamento.
Com base nos depoimentos dos compradores, o secretário estadual do Ambiente, Carlos Minc, entrará com queixas-crime contra a associação de moradores e tentará identificar quem são os proprietários da imobiliária Betel.
O crime ambiental será investigado pela delegacia especializada.
E a prática de estelionato contra os compradores pela 32 aDP (Taquara).
Também vamos vai informar à Defensoria Pública sobre o caso para que advogados do órgão ajudem as vítimas a rever o que pagaram disse Minc.
Nos documentos entregues aos compradores, consta a assinatura do presidente da associação de moradores, Eli Bittencourt.
O papel traz ainda uma observação de que qualquer obra deverá ser informada à entidade ou o cadastro perderá a validade. Procurado pelo GLOBO, Eli Bittencourt não retornou as ligações.
Líderes comunitários sabiam dos planos da prefeitura Segundo Minc, na operação para a retirada dos chiqueiros há dois meses, as lideranças comunitárias foram informadas sobre os planos do Estado para os terrenos, que incluem a implantação de áreas de lazer. E foram informados que a área era non aedificandi. No trecho invadido, está prevista a construção de um Eco-Ponto para receber lixo removido da lagoa.
Compradores dos lotes se disseram surpresos ao descobrirem que não poderiam ter construído no terreno.
As placas da Betel com propaganda sobre a venda de lotes estão em todos os cantos da favela. Paguei os R$ 5 mil à vista sonhando em me livrar do aluguel. Aqui em Rio das Pedras, não se paga menos de R$ 100 por um quartinho.
Eram todas as minhas economias e não sei o que fazer agorar.
Para ter um lugar meu para morar, tirei esse dinheiro da boca dos meus filhos e da minha própria boca contou um das vítimas do golpe.
Outra vítima do esquema contou que pegou os R$ 7.500 emprestados. Os R$ 5 mil para comprar o lote. E mais de R$ 2.500 foram gastos na compra de caixa d’água, tijolos e outros materiais de construção.
A associação de moradores está cumprindo o papel que seria da prefeitura:
estabelecer regras de ocupação do solo. O problema é que os imóveis na faixa marginal de proteção foram incluídos no cadastro único de imóveis da associação, sem qualquer diferenciação dos demais. No caso de quem vendeu, a impressão que tenho é que eles apostaram que poderiam lucrar com as invasões porque o poder público demoraria a agir explicou o coordenador da Cicca, José Maurício Padroni.
Ao todo, 13 casas foram erguidas no terreno. Quatro delas não puderam ser derrubadas imediatamente porque já estavam habitadas, mas os moradores foram notificadosUma das casas demolidas vinha sendo usada como depósito de materiais de construção de empreiteiras que trabalham em Rio das Pedras para a prefeitura.
Operários com uniformes da Secretaria do Habitat retiraram o material sem dizer o nome da empresa para a qual trabalhavam. A secretaria, por sua vez, disse desconhecer qualquer depósito existente no local. Já o prefeito Cesar Maia, achou normal:Numa área de ocupação informal as empreiteiras podem colocar seus materiais.
Fonte: ADEMI
às 08:53
admin
Gazeta Mercantil, 17/abr
Símbolo de luxo e de imóveis de alto padrão, a Construtora Adolpho Lindenberg brilhou no topo dos edifícios com seu logotipo em formato de concha avermelhada durante três décadas do século passado (60, 70 e 80). Agora, aos 84 anos, Lindenberg quer construir imóveis para as classes C/D. Um grande passo nesse sentido já está em andamento. Em São Paulo e municípios vizinhos, como Guarulhos, Santo André, São Caetano, Santos e Praia Grande, na Baixada Santista, o empresário tem 10 imensas áreas para a construção de apartamentos.
“Estamos nos associando com a Rossi, Setin e Sobloco para construirmos moradias populares”, afirma Lindenberg.
Num mercado competitivo como há muito não se via no País, com a migração de mais de 20 empresas para o mercado de capitais nos últimos dois anos, o empresário já se programou para no futuro - quem sabe? - abrir o capital da Lindencorp, empresa que comprou recentemente a Construtora Adolpho Lindenberg, cujo controle acionário era da família Lindenberg.
Fundada em 2004 pelo próprio Lindenberg e o empresário Flávio Buazar, a Lindencorp ganhou dois anos depois os sócios PDG Realty e um fundo de investimento do Banco Banif. Como resultado dessa nova sociedade, a companhia conseguiu musculatura para operar no mercado imobiliário em diversos segmentos da construção, incorporação residencial e comercial, passando pela desenvolvimento de loteamentos e realização de empreendimentos customizados.
Dentro desse amplo escopo de negócios, a grife Lindenberg será preservada para os empreendimentos de alto padrão, que neste momento passa por uma crise de super oferta. Neste segmento, em mais de meio século, a companhia construiu 450 prédios residenciais e comerciais, num total de 5 milhões de m. Já na área de imóveis populares, a empresa está promovendo uma pesquisa para desenvolver uma marca.
Apesar do volume de trabalho da companhia, o empresário não cumpre mais uma rotina estafante. Acorda às 8 horas no apartamento onde mora, nos Jardins, num legítimo Lindenberg de 200 m, chega ao escritório por volta das 10 horas, dia sim, dia não. Envolve-se apenas em projetos que gosta, deixando para o filho, também Adolpho, as tarefas mais chatas da administração - as duas filhas gêmeas, Mônica e Maria, não trabalham na organização. O empresário teve também a filha Teresa Cristina, que morreu no ano passado.
“Sou muito família e tenho nada contra a admissão de parentes na organização”, diz ele, que está no segundo casamento e tem nove netos. A primeira mulher, Thereza Oliveira, morreu. Em 1996, casou com Analuisa Arruda Botelho.
Descendente de alemães - o bisavô Luebek nasceu na Alemanha -, Lindenberg tornou-se engenheiro depois que viu que não teria futuro se estudasse medicina. O avô era médico, assim como o pai e um tio. No final da década de 40, ele ficou seis meses ajudando o pai Dr. Adolfo Carlos Lindenberg na Santa Casa, trabalhando como enfermeiro. Não deu certo.
“Adolfo, vai fazer outra coisa, a medicina não é para você”, disse-lhe o pai. O tempo mostrou que o médico tinha razão. A medicina não ganhou um futuro candidato a médico, mas a construção civil ganhou um empresário de sucesso.
Seu primeiro emprego, depois de formado em engenharia pela a Universidade Mackenzie na turma de 1950, foi na companhia Light Cobaci, do Grupo Light que à época tinha controle canadense. Ficou por lá três anos. Depois resolveu tentar a sorte como jovem empresário com um terreno que ganhou de herança localizado na avenida Quarto Centenário, na cobiçada região do Ibirapuera. Construiu lá duas casas em estilo colonial, que estava na moda em meados da década de 1950. As casas fizeram sucesso.
Com o passar do tempo, a clientela foi aumentando. Chegou a construir mais de 100 casas para os abonados clientes, nos bairros Ibirapuera, Morumbi e Alto de Pinheiros. Foi nesse período que Lindenberg expandiu o nicho promissor da construção de moradias para ricos e milionários banqueiros, industriais e comerciantes.
A relação pessoal que mantinha com esses proprietários que compravam seus imóveis aumentou muito nos anos seguintes. Numa época em que a mídia não era instantânea como nos dias hoje, Lindenberg, como um bom vendedor, mandava notícias e brindes de fim de ano. Depois das casas, veio o primeiro prédio que, diga-se passagem, ele nunca esqueceu. Aproveitando da lista de contatos, construiu o Princesa Isabel, na rua Piauí, em Higienópolis.
Na semana de entrega das chaves, Lindenberg resolveu dar uma passeio pela garagem com seu automóvel Mercury, importado, para verificar os detalhes na parte de baixo da obra. Não conseguiu descer a primeira rampa da garagem. O automóvel entalou e foi preciso chamar o reboque. “Chamei meu pessoal e trabalhamos sábado e domingo para consertarmos os erros da rampa”, fala hoje sorrindo sobre o incidente. É claro que ninguém ficou sabendo da barbeiragem do primeiro edifício construído pela Adolpho Lindenberg, em 1957.
Ao lado dos sócios Alberto de Luiz Du Plessis, Elesteris Antoniadis e Plínio Vidigal Xavier da Silveira, Lindenberg foi montando uma equipe que trabalharia nos anos 60 e 70, na construção dos Hotéis Tropical, em Marabá (PA) e Manaus (AM), e o Hotel Casa Grande, no Guarujá (SP). Em plena era do milagre econômico, os negócios cresciam numa velocidade estonteante. A companhia chegou a construir simultaneamente 50 prédios - recorde que até hoje não foi batido -, tendo em determinados momentos 4 mil funcionários trabalhando nas obras.
“Em algumas áreas de São Paulo, disputávamos palmo a palmo o mercado com a Gafisa”, diz Lindenberg, reconhecendo que seu concorrente sempre foi maior que sua construtora, que chegou a construir edifícios no Paraguai e no Chile.
Projetos sob medida
No auge dos negócios dos anos 70, o grande trunfo dos empreendimentos da Lindenberg era o acabamento personalizado, até então uma novidade. Também é parte desta época a personalização dos apartamentos feita por equipe de arquitetos que mudavam a unidade na própria planta para os clientes. Pessoas que moravam em casas com mais de 2 mil m não se importavam em pagar o preço por um apartamento personalizado, mesmo que de área menor. Dava muito trabalho, mas também muito dinheiro.
Tudo corria muito bem, em pleno regime militar do Brasil Grande, quando a construtora começou a perceber o crescimento da concorrência no mercado paulista. Então ampliou seu raio de atuação para construir na Barra da Tijuca, no Rio, um ambicioso empreendimento com sete prédios, o Riviera D’Fiori.
Em 1978, com a mudança no padrão monetário feita pelo presidente Geisel, a Lindenberg foi à lona. “Mesmo assim entregamos todos os apartamentos”, orgulha-se. Foram dois anos e trabalho árduo para sair da concordata.
Por ironia do destino - ou dos negócios -, um período antes de quebrar, ainda no mandato de Geisel, Lindenberg estivera no Palácio do Planalto levando uma sugestão de um projeto de moradia popular.
“Fiz um trabalho bem feitinho. Em linhas gerais, disse ao presidente que o setor tinha necessidade de trazer dinheiro do exterior para financiar imóveis com 30 anos de prazo de pagamento, algo que já existia em outros países naquela época”, relembra.
“O presidente me respondeu: Dr. Lindenberg, pode deixar que vou encaminhar seu projeto ao diretor do BNH (Banco Nacional de Habitação). Então lhe disse, senhor presidente, peço desculpas mas o meu projeto é o oposto da política habitacional do BNH. Aí ele me perguntou: quer dizer que o senhor não acredita no espírito patriota do diretor do BNH? A conversa parou aí. Três meses depois recebi a carta mais curta de minha vida, agradecendo minhas sugestões.”
Afinado ideologicamente com os militares - era anticomunista -, o empresário costuma dizer que a primeira fase do regime militar foi brilhante, com Castello Branco e o ministro Roberto Campos apoiando o mercado de livre iniciativa. Já o Geisel, conta, desmantelou todo o trabalho dos governos anteriores.
O atual governo também merece alguns elogios em relação à política econômica. “Nenhum governo, militar ou civil, foi tão liberal quanto o governo Lula. Tem sido maravilhoso”, afirma. Sua crítica mais contundente tem sido contra os movimentos de reivindicação popular que cresceram muito e não se nota por parte do Lula nenhuma atitude punitiva. “É preciso resguardar o estado de direito”, alerta ele, dentro de um visão cristã.
Tradição católica
Lindenberg foi um dos fundadores da Tradição Família e Propriedade, a TFP, organização conservadora da Igreja Católica, ao lado do primo Plínio Correia de Oliveira. Segundo ele, dentro dos preceitos éticos do catolicismo é possível competir num regime de mercado sem ferir ninguém. Suas idéias sobre economia e religião serviram de base para seu livro: “Os Católicos e a Economia de Mercado - Oposição ou Colaboração?” Ele reconhece que a TFP hoje não tem mais o mesmo peso do passado, já que perdeu espaço para outras dissidências de dentro da igreja católica. “O grupo de fundadores da TFP, no Brasil, tem hoje cerca de 100 pessoas”, conta.
Avesso a badalações, o empresário sempre teve um estilo muito discreto. Nem mesmo nos áureos tempos da construtora costumava freqüentar o high society. Para abrir as portas da sociedade paulista, fala com conhecimento de causa, não adianta só ter uma boa educação, é preciso ter dinheiro. Outra maneira de ser aceito, comenta, é participar de eventos badalados, tirar fotos e mandar para colunas de jornais. “Dá muito trabalho. Nunca tive paciência para isso.”
O empresário nunca foi de participar ou dar festas em casa, mesmo quando morou em apartamentos acima de 400 m, que havia espaço para receber pessoas. Sua primeira mulher não gostava desses eventos. Ele sempre preferiu as festas de inaugurações de prédios de apartamentos construídos por sua empresa, época em que reunia os funcionários e seus familiares.
Freqüenta teatro, bons restaurantes e adora viajar. Em maio, embarca para a Europa. Tem uma vida ativa, faz medicina ortomolecular, muito exercício e musculação. O peso da idade não lhe incomoda. São mais de 50 anos dedicados à construção. Inicialmente para endinheirados, agora também para as classes populares.
Fonte: ADEMI
às 08:52
admin
Jornal do Commercio, 17/abr
Nove casas em construção foram demolidas, e outras quatro foram interditadas, ontem, na favela Rio das Pedras, em Jacarepaguá, durante blitz ecológica realizada pela Coordenadoria Integrada de Combate aos Crimes Ambientais (Cicca) da secretaria estadual do Ambiente. O objetivo da ação era reprimir as construções ilegais na Área de Proteção Ambiental (APA) local.
Os 13 imóveis estavam sendo construídos na Faixa Marginal de Proteção (FMP) da Lagoa da Tijuca, o que é proibido por lei. Os técnicos da Fundação Superintendência de Rios e Lagoas (Serla) derrubaram as construções com uma retroescavadeira, e a operação teve apoio dos policiais do Batalhão Florestal e Meio Ambiente e do Grupamento de Policiamento em Áreas Especiais (Gpae) do 18º BPM (Jacarepaguá).
Segundo denúncia feita pelos moradores da favela de Rio das Pedras, a área onde as casas estão sendo construídas foi invadida pela milícia que atua na região, loteada e vendida irregularmente. Uma moradora, que preferiu não se identificar, disse que comprou um lote por indicação da associação de moradores.
operação. De acordo com o secretário do Ambiente, Carlos Minc, que acompanhou a ação, as casas começaram a ser construídas em menos de dois meses. “Essas casas foram erguidas próximas à área onde a Secretaria do Ambiente realizou uma operação, no final de janeiro deste ano, para a demolição de 55 chiqueiros que abrigavam cerca de 300 suínos. Os animais, criados às margens da Lagoa da Tijuca, contribuíam para poluir ainda mais a lagoa”, disse.
Segundo Minc, os moradores já tinham sido avisados, nessa época, sobre a ilegalidade das construções, e nenhum deles esteve ontem no local durante a operação coordenada pela Cicca. “Nesse local, iremos instalar uma ecobarreira, uma espécie de fio de aço instalado de um lado a outro da lagoa para reter o lixo flutuante. O objetivo é impedir que todo esse lixo chegue à praia. Nesta área também haverá um ecoponto e uma cooperativa de catadores”, afirmou.
Fonte: ADEMI
às 08:51
admin
Publicações anteriores