Bovespa prepara índice imobiliário De mãos dadas

Romaria à casa do PAC

Quinta, 17 de Abril de 2008 às 08:30 admin  | Enviar por e-mail Hits para esta publicação: 157

O Globo, Elaine Duim, 16/abr

Em meio a cerca de 50 moradores do Morro do Adeus que foram ontem conhecer a casa modelo do PAC, no Complexo do Alemão, um garotinho de pouco mais de um metro de altura olhava maravilhado para tudo. Ao fim da visita, enquanto o irmão e o primo falavam encantados dos quartos, o pequeno Douglas Nascimento da Silva não hesitou em eleger o que mais o agradou no imóvel: “a água”. Aos 6 anos, ele mora num barraco de estuque, sem esgoto ou água encanada, no Pantanal, uma das áreas mais carentes da comunidade.

Segundo a presidente da Associação de Moradores do Adeus, Nilcéa Rocha da Conceição, as localidades de Campo e Pantanal são as mais precárias do morro. Para lá, não há ruas, apenas escadas, o que inviabiliza, por exemplo, a entrega de materiais de obra e o socorro que eventualmente algum morador precise. Quase todas as casas são de estuque feitas de madeira e barro. Água potável é produto raro por lá.

Lá onde a gente mora é muito feio. Tem mato, lixo, caco de vidro e a gente se machuca sempre contou Lucas Nascimento da Silva, de 9 anos, irmão de Douglas, já pensando nas brincadeiras que poderá fazer com os amiguinhos no pequeno quintal aos fundos da casa.

Douglas e Lucas não foram os únicos a se encantarem com a casa do PAC, que a partir de agora será visitada, a cada semana, por moradores de uma das comunidades beneficiadas pelo programa. Uma das primeiras a entrar no imóvel, a dona-de-casa Shirlei Rosângela da Silva Onório, de 51 anos, nascida e criada no Adeus, chegou a passar mal. Ela é hipertensa e a medicação que toma não foi suficiente para segurar a pressão, diante de tanta emoção.

Ai, meu Deus, aleluia! Essa casa é maravilhosa! A gente sempre pede a Deus por melhorias e está chegando a hora dizia a mulher, que tem renda familiar de um salário-mínimo e, juntamente com o marido, que é biscateiro, e as duas filhas, levou três anos para construir a casa de alvenaria onde mora, depois de anos num barraco de estuque.

Segundo a Empresa de Obras Públicas do estado (Emop), o Morro do Adeus ainda passa pelas avaliações necessárias para se definir quantas casas serão construídas ali. As áreas da comunidade que serão beneficiadas ainda não foram selecionadas, mas Nilcéa acredita que possam ser o Campo e o Pantanal, por toda a carência dos locais. Justamente por isso, a líder comunitária chamou moradores dessas áreas para a visita de ontem.

Fonte: ADEMI

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