Arquivo de 11 de Abril de 2008
Valor, Fernando Travaglini, 10/abr
Quando se preparava para ampliar a atuação no mercado de securitização de recebíveis imobiliários, a Brazilian Securities comprou, em 2001, uma carteira de crédito habitacional com histórico de inadimplência do antigo Plano 100, da construtora Rossi, para testar se a retomada do imóvel com alienação fiduciária de fato funcionava.
Depois de sete anos e mais de 200 processos, o saldo é de 100% de sucesso na retomada e perda financeira inferior a 1%, afirma Fernando Cruz, diretor da companhia. “Queríamos ter certeza de que a alienação funcionava e não perdemos nenhum caso”.
A carteira era composta por créditos imobiliários que somavam cerca de R$ 10 milhões, com uma inadimplência superior a 30%. A própria Rossi havia renegociado os contratos, mas havia o histórico de mau pagamento.
De posse dos ativos, a Brazilian Securities estruturou um Certificado de Recebíveis Imobiliário (CRI) e passou a executar os financiamentos à medida que se tornavam inadimplentes. “Nos primeiros casos, os cartórios não sabiam como lidar com o processo. Fizemos até um manual de orientação”.
Por ser uma execução extrajudicial, não há envolvimento dos tribunais e o prazo do processo é mais rápido. Nos primeiros processos, a empresa demorava cerca de dois anos para concluir a retomada e a venda do imóvel.
Hoje, a média está em 12 meses, bem inferior aos sete anos necessários para recuperar os recursos em uma execução hipotecária tradicional, usada até o fim dos anos noventa. A diferença legal é que, pelo contrato de financiamento com alienação, o comprador fica apenas com a posse do bem, mas a propriedade continua com o credor, semelhante ao instrumento usado na compra de veículos.
Assim, a partir do sexagésimo dia de atraso, o banco já pode comunicar o mutuário das medidas legais. Primeiro de forma amigável, depois por carta registrada, afirma Cruz.
Com uma inadimplência de 90 dias (três parcelas), o banco comunica o cartório em que consta o registro do imóvel e já pode entrar com o processo de execução. O cartório comunica o cliente, que tem um prazo de 15 dias para quitar os débitos.
Depois desse período, o banco já pode recolher o Imposto sobre Transmissão de Bens Imóveis (ITBI) e enviar para o cartório, que irá realizar a transferência do bem sem a necessidade de anuência do proprietário.
Com o bem em seu nome, o banco realiza um leilão público com lance mínimo no valor de avaliação do imóvel. Se não houver comprador, num prazo de 30 dias é realizado um segundo leilão, agora com valor mínimo no valor da dívida. Se mais uma vez não houve comprador, o bem passa para o patrimônio do banco (ou da emissora do CRI, no caso de securitização).
Qualquer valor arrecadado acima da dívida é devolvido para o mutuário. Se não houver comprador, ou se a venda for por um valor inferior à dívida, o cliente nada recebe. “Na maior parte dos casos, ocorre a venda no segundo leilão a 80% do valor do imóvel em média e nossa perda financeira até agora foi inferior a 1%”.
Apesar de ter sido criada em 1997, a alienação fiduciária só começou a ser usada comercialmente a partir de 2000, pela Caixa Econômica Federal (CEF). A ferramenta passou a ser mais utilizada pelas instituições financeiras do setor privado apenas em 2003.
Até hoje, muitas instituições têm dúvidas de como a justiça irá proceder. “Conseguimos retomar mesmo nos casos em que o cliente entrou na justiça. Foram poucos casos, cerca de quatro, e o processo não demorou mais do que um ano”.
Hoje, em média, o processo demora 12 meses, com alguns casos chegando a seis meses. A Brazilian Securities ganhou mesmo nos casos em que o bem era o único imóvel da família.
“Hoje conseguimos falar que a alienação é efetiva”. Essa seria a explicação para a inadimplência do crédito imobiliário com alienação ser inferior a 1%. Criada em 2000, a Brazilian Securities é uma empresa do Grupo Ourinvest especializada em estruturação de títulos de securitização de crédito imobiliário usando CRIs.
Fonte: ADEMI
Sexta, 11 de Abril de 2008 às 08:34
admin
Valor, Fernando Travaglini, 10/abr
O Banco Real aposta cada vez mais no conceito de sustentabilidade também para a liberação de crédito imobiliário. Todos os recursos destinados ao setor já passavam por uma análise ambiental restritiva e agora contam também com um selo de reconhecimento ambiental criado pelo próprio banco, chamado de “Real Obra Sustentável”.
As liberações de crédito imobiliário para construtoras passam por um processo de aprovação baseado em um questionário de risco sócio-ambiental e um estudo de viabilidade técnico econômico que inclui um estudo do solo limpo. Essa duas etapas iniciais são restritivas.
Agora, além dessa avaliação, os empreendimentos serão ainda analisados por uma consultoria terceirizada para verificar o critério de sustentabilidade do projeto e da obra e medir o grau de sustentabilidade.
A idéia central é avaliar todos os impactos ambientais dos novos empreendimentos, explica Antônio Barbosa, diretor de crédito imobiliário do banco. O estudo determina um patamar mínimo de adequação e as construções consideradas sustentáveis recebem uma placa. “Aprovação acima de 70% recebe o reconhecimento que faz parte do programa Real Obra Sustentável”.
Até hoje, duas obras foram certificadas pelo programa, com financiamentos que somam cerca de R$ 35 milhões: o Terra Nova Garden Village, da Rodobens; e o Ecolife Independência, da Ecoesfera Empreendimentos Sustentáveis e da PDG Realty.
A placa de reconhecimento para o Ecolife será entregue hoje. O empreendimento conta com 16 itens ecológicos, como painel solar, captação de água de chuva para irrigação das áreas verdes e a contratação de uma empresa de consultoria para auxiliar na capacitação dos funcionários.
Além do ganho do ponto de vista de imagem do projeto, o selo do Real agrega também ganhos financeiros, segundo o diretor do banco.
Para ele, o comprador ganha ao exercer o consumo consciente e tem um condomínio mais barato. Segundo levantamento do banco, as benfeitorias levam a uma diminuição de cerca de 20% na taxa de condomínio para o consumidor final.
O programa é ainda um diferencial para a construtora. Estudos apontam que o preço de revenda de projetos desse tipo tem um ganho. Além disso, há um aumento na velocidade de vendas de até 50% por conta dos atrativos. Já o banco, afirma Barbosa, “ganha ao implementar a crença de sustentabilidade e criar diferencial em relação à concorrência”.
Essa é uma tendência que vem ganhando força no mercado. Atualmente, outras 16 empresas de construção civil têm obras em processo de avaliação pelo banco.
Fonte: ADEMI
às 08:33
admin
Valor, 10/abr
O Custo Unitário Básico da Construção Civil (CUB), calculado pelo Sindicato da Indústria da Construção Civil no Estado do Rio (Sinduscon-Rio), subiu 4,8% em março, puxado, especialmente, pelo reajuste salarial decorrente acordo coletivo de trabalho, vigente desde 1 de março. O CUB superou amplamente o IGP-M do período, que ficou em 0,74%. Dos 25 insumos de construção pesquisados, 16 apresentaram alta, com destaque para a areia (8,57%) e o bloco de concreto (4,35%).
Fonte: ADEMI
às 08:31
admin
DCI, 10/abr
Após criar uma divisão especializada para a venda de imóveis populares - a Habitcasa, no final do ano passado-, a Lopes, de consultoria e intermediação imobiliária, anuncia a expansão da unidade ao mercado fluminense, com a criação da Habitcasa Rio de Janeiro.
A unidade é voltada exclusivamente para a venda de imóveis de até R$ 180 mil, que estão em um segmento que a corretora chama de “econômico”. A companhia informa que os imóveis com valor até R$ 150 mil responderam por 35% das vendas realizadas no ano passado.
A nova operação terá uma sede própria e atuará de forma independente a LCI e Patrimóvel, outras operações que a Lopes possui no estado. “O início da operação no segundo maior mercado imobiliário brasileiro reflete a expansão e consolidação da operação da Lopes no segmento econômico, iniciada com a criação da Habitcasa, em São Paulo, em outubro do ano passado”, destaca Marcelo Groppo, diretor da operação.Segundo a corretora, o executivo recém-contratado atuou por cinco anos na incorporadora Tenda S.A. e foi responsável pela área de Vendas e Treinamento de Gerentes em Belo Horizonte, e Contratações de Vendas e Marketing em São Paulo, até assumir, nos últimos anos a diretoria de Operações no Rio de Janeiro, onde implantou a área de vendas, pontos de vendas, treinamento de gerentes e marketing.
Klabin Segall
A construtora paulista estréia em Minas Gerais com o lançamento de dois empreendimentos de alto padrão, que resultarão num valor geral de vendas (VGV) de R$ 93 milhões, através de parcerias fechadas com as mineiras RKM e Paranasa.
No empreendimento com a RKM, que terá apartamentos que custarão cerca de R$ 800 mil, a Klabin Segall terá 50% de participação.
Com a Paranasa, de imóveis de R$ 1,1 milhão, a participação da construção paulista será de 65%.
Fonte: ADEMI
às 08:30
admin
DCI, 10/abr
O grupo WTorre está apostando na expansão de seus negócios através de parcerias com grandes grupos internacionais nas áreas de construção e infra-estrutura hoteleira, conforme negócios anunciados ontem pela empresa. O primeiro deles é uma joint venture com o grupo francês Accor que prevê a construção de 20 hotéis no Brasil até 2011, com investimentos estimados em R$ 500 milhões. A construtora arcará com 80% dos aportes, que envolvem custos dos terrenos e das construções. Os 20% do grupo Accor serão destinados a equipamentos e à gestão dos hotéis.
Roland de Bonadona, diretor-geral da Accor na América Latina, diz que os lançamentos e as inaugurações dos empreendimentos ocorrerão na medida em que os terrenos forem adquiridos, mas a intenção é que os 20 hotéis cubram as cinco regiões do País e as cidades de São Paulo, Rio de Janeiro, Recife e Salvador, e outras do mesmo porte.
Saneamento
A WTorre também assinou um Acordo de Cooperação para a formação de um consórcio que pretende disputar projetos de tratamento de água e efluentes no Uruguai. O acordo foi firmado com a Centroprojekt, de capital tcheco, especializada em tratamento de água e ar e com a canadense Conestoga-Rovers & Associates (CRA), de serviços de engenharia e meio ambiente.
Fonte: ADEMI
às 08:29
admin
DCI, 10/abr
A disputa pelo rico mercado de turismo no Brasil está maior e um tsunami de investimentos estrangeiros trará, nos próximos anos, 40 novos resorts ao País, chegando a 110 unidades. A maioria de empreendimentos envolverá complexos de lazer e eventos, mas principalmente áreas imobiliárias de segunda residência para atender à forte demanda de europeus de olho em praias nordestinas. Assim, apenas o Nordeste deve ser responsável por atrair cerca de R$ 6 bilhões na área de hotelaria e turismo, com um crescimento nos próximo três anos de pelo menos 20%, conforme Alexandre Zubarán, presidente da Associação Brasileira de Resorts (Resorts Brasil).
Para Hélio Abreu, diretor da Record Planejamento e Construções, há de cinco a seis empreendimentos turísticos e imobiliários encaminhados até 2014, confirmados. No Ceará, por exemplo, somente três resorts devem compreender aportes de R$ 1,67 bilhão. O consórcio luso-brasileiro Aquiraz Empreendimentos Turísticos aplicará no complexo cerca de R$ 700 milhões. “A empresa criou uma joint venture com a MDias Branco, do segmento de alimentação, para explorar o setor hoteleiro naquela região.”
Com a formatação de um complexo de segunda residência e resort em Natal (RN), na praia de Ponta Negra, a Record quer fazer nova parceria com a InPar, que desenvolveu, no Beach Park de Fortaleza, hotelaria e segunda residência. Hélio Abreu comentou que a Record fechou parceria com a InPar, em Alagoas, para criar o Barradali, um complexo com conceito da região de Bali, de R$ 50 milhões. “É um condo-resort, um condomínio com serviços.”
Indira Guimarães, diretora financeira do Fortaleza Convention & Visitors Bureau, explicou que novos negócios acertados no Ceará têm impactado o cenário de eventos. “Em Fortaleza teremos expansão do Centro de Convenções, pois estamos com falta de espaço para eventos nacionais e internacionais.” Indira disse que há planos de ampliar o aeroporto da capital e o de Aracati e de Camocim.
Empreendedorismo
Uma das maiores redes hoteleiras do País, e com a propaganda de ser a maior em número de resorts no mundo, a espanhola Sol Meliá Hotels & Resorts vem com tudo ao Nordeste. Depois de anunciar a saída da Costa do Sauípe, na Bahia, a rede prevê para o País um dos maiores investimentos próprios, em termos mundiais, que começam com investimentos de US$ 600 milhões no resort Complexo Turístico Guarajuba-Bahia, que contempla um hotel com 300 apartamentos, em Salvador (BA).
Entendido de vinhos e apaixonado pelo Brasil, o chileno Jaime Valdes, Diretor de Operações da Divisão América do Sul da Sol Meliá, comentou que o projeto completo prevê a construção de cerca de 1.000 quartos hoteleiros e infra-estrutura de convenções para 1.500 pessoas. A construção envolve terreno de cerca de 500 hectares perto da Praia de Guarajuba. Lá haverá de 3 a 4 hotéis e a previsão até 2010 é ao menos o primeiro estar pronto.
“A idéia é criar um complexo próximo a Camaçari, junto `com a Alphavile Urbanismo e com a Gafisa, nos moldes do já experimentado Costa do Sauípe, mas de modo mais ousado, em uma região mais próxima de Salvador, o que é um diferencial competitivo”, afirmou Jaime Valdes.
O terreno, que contempla área imobiliária, foi adquirido do Grupo Espírito Santo, que tem negócios com a InvestTur. Ainda no Nordeste, a companhia administrará outro complexo, o Jacumã Beach Resort, em Natal, dos espanhóis da Paraísos do Brasil.
Rio de Janeiro
Interessado no potencial do mercado de segunda residência na paradisíaca Angra dos Reis, o Meliá Angra Marina & Convention Resort é um resort com 200 apartamentos, além de 120 unidades residenciais, sendo o primeiro projeto nesse sentido gerido pela empresa, até agora, na América do Sul. “Com estes empreendimentos, a Sol Meliá passa a ter uma atuação, no País, que segue uma das suas vocações na área de hotéis de lazer e megaresorts. Os projetos são concebidos nos moldes dos complexos existentes na República Dominicana, no Caribe, no México e na Europa”, falou o vice-presidente da rede para a América do Sul, Rui de Oliveira.
Para ele, a meta é passar dos atuais 16 hotéis em operação da rede no Brasil, para 19 até 2010. No mundo, a Sol Meliá administra mais de 500 hotéis. No ano passado, o grupo faturou cerca de 161,9 milhões de euros, e a previsão para 2008, no Brasil, é manter o crescimento na ordem de 19%.
Concorrência
Outro grupo espanhol de olho no potencial brasileiro é o Qualta Resorts do Brasil, que vai inaugurar em 2009 o primeiro hotel do The Reef Club, um resort na praia de Barreiras, em Pernambuco. Para o projeto completo, que inclui dois hotéis, três pousadas, 4 mil bangalôs, um centro comercial e um campo de golfe, serão investidos R$ 800 milhões até 2014.
Os portugueses do Grupo Pestana forçam a queda-de-braço no Pernambuco, com o Ipojuca Beach Resort & Bungalows, em Porto de Galinhas. Ao custo de R$ 100 milhões, o local terá 200 unidades hoteleiras, apartamentos e bangalôs, em uma área de cinco hectares de frente para o mar.
Fonte: ADEMI
às 08:28
admin
O Globo, Ludmilla de Lima, 10/abr
Após dez anos com risco de desmoronar, o casarão “apacado” da esquina das Ruas São Clemente e Dona Mariana, em Botafogo, começou a ser escorado pela Secretaria municipal do Patrimônio Cultural na semana passada. A obra da prefeitura deve ficar pronta em 45 dias. Em seguida, os proprietários serão notificados a recuperar o imóvel. Um dos donos, Fernando Rodrigues tenta conseguir um investidor para dar um destino à casa, que poderia ser transformada numa lanchonete: Quando comprei o casarão queria derrubar e vender o terreno. Sem a Apac valeria R$ 5 milhões; mas, hoje, até por R$ 1 milhão está difícil de negociar.
Fonte: ADEMI
às 08:27
admin
Gazeta Mercantil, Wilson Gotardello, 10/abr
A Amanco Brasil, empresa fabricante de tubos e conexões do grupo mexicano Mexichem, investirá US$ 56 milhões no mercado brasileiro este ano. Desse total, US$ 10 milhões serão destinados para a instalação de duas linhas de produção uma na fábrica de Sumaré (SP) para a produzir tubos e outra na de Suape (PE) para a fabricação de descargas , e o restante para desenvolvimento de novos produtos e marketing.
Enquanto os tubos da linha Novafort serão destinados para obras de infra-estrutura de saneamento básico, a linha de produção das descargas fabricará a Ecocaixa, produto com capacidade de armazenagem de água de seis litros, ante os nove litros das que podem ser encontradas no mercado. Essa característica, aliada a possibilidade de controle do nível de descarga de água, busca alcançar os brasileiros das classes C e D.
“O Brasil é formado pelas classes C e D. É essa parcela da população que move a construção civil. O mercado formal do construbussiness não representa 20% das vendas. O que realmente move as vendas são os puxadinhos, por exemplo. A nossa caixa eco é efetivamente destinada a este público”, declarou Marcos Bicudo, presidente da Amanco no Brasil. A empresa deve iniciar a comercialização das novas descargas em até dois meses e terá capacidade de produção de 120 mil unidades por mês. O produto chegará aos pontos-de-vendas custando R$ 14.
Além das classes mais baixas, outro enfoque da Amanco no Brasil são as obras de saneamento. A empresa pretende participar das próximas licitações ao longo do ano e os tubos Novafort - mais leves e com parede externa corrugada - são as grandes esperanças da empresa para sair vencedora dos certames. A capacidade de produção da nova linha de produção dos tubos Novafort será de 8 mil toneladas por ano.
A Amanco fechou 2007 com faturamento de R$ 340 milhões no País, alta de 24% em relação ao ano anterior. “Crescemos três vezes mais do que o mercado de construção civil”, disse Bicudo. Do total da receita, 75% das vendas foram para o setor de construção civil, 12% para obras de infra-estrutura e o restante para o mercado agrícola, com destaque para o segmento de cana de açúcar. Com o novo tubo, a empresa espera ampliar a participação das obras de infra-estrutura no faturamento. “O segmento predial deve perder um pouco, mas sem deixar de apresentar crescimento, porque o agrícola tem se mantido estável”, afirmou. As obras de infra-estrutura devem representar 18% das receitas da empresa em 2008. A Amanco espera repetir o crescimento de 24% este ano.
O motivo do otimismo da empresa para vender seus tubos destinados às obras de saneamento básico é o Programa de Aceleração de Crescimento (PAC) do governo federal. “O segmento de infra-estrutura nunca foi prioridade no Brasil”, disse. “E a situação do saneamento básico no País é caótica.”
Segundo o executivo, a empresa espera abocanhar uma fatia dos R$ 40 bilhões que o governo afirma que vai destinar para o setor nos próximos anos. “Parece que temos vontade política e recursos financeiros, agora o único gargalo que precisamos enfrentar é a gestão”, disse. “Esperamos mesmo que esses investimentos do PAC aconteçam”, completou Marise Barroso diretora de marketing da Amanco. Segundo ela, o mercado de esgoto público movimentou R$ 150 milhões em 2007. “É pouco porque os investimentos ainda não aconteceram”, disse Marise.
Mercado
O mercado de tubos e conexões no Brasil movimentou cerca de US$ 1 bilhão em 2007. A Amanco possui 24% de participação. “O Brasil é o principal mercado latino-americano para empresa e o único onde ainda não somos líderes, por isso é uma prioridade”, afirmou Bicudo.
Fonte: ADEMI
às 08:27
admin
O Globo, Patrícia Duarte, 10/abr
As empresas estrangeiras que atuam no Brasil enviaram para fora, na forma de remessas brutas de lucros e dividendos, US$ 17,9 bilhões no ano passado, o que equivale a 7,58% do total do estoque de investimentos estrangeiros diretos (IED) no país, segundo relatório Focus divulgado hoje pelo Banco Central (BC). São os maiores volumes desde 2000 e, na avaliação da autoridade monetária, refletem o bom momento da economia brasileira.
“Evidentemente, a aceleração do crescimento econômico e o conseqüente aumento da lucratividade das empresas têm contribuído para a tendência de elevação da razão entre remessas brutas e estoque de IED”, informou o BC pelo documento.
Em 2006, por exemplo, as remessas brutas somaram US$ 12,4 bilhões, o que correspondia a 6,33% dos estoques. No ano anterior, foram US$ 9,8 bilhões, ou 6,07% dos investimentos feitos no país.
Fonte: ADEMI
às 08:25
admin
O Globo Online, 10/abr
Os maiores bancos do mundo admitiram, nesta quarta-feira, que cometeram erros ao financiar hipotecas de alto risco (subprime) que deflagraram a crise de crédito. Esta está levando os EUA a uma recessão, que implicará a desaceleração do crescimento econômico global.
Segundo reportagem do Globo, em comunicado emitido pelo Institute of International Finance (IIF), maiores bancos do mundo assumiram formalmente a responsabilidade de fazer algo para remediar a situação, bem como evitar que as falhas se repitam. Falta de transparência e imprudência quanto aos riscos evidentes foram apontadas como algumas das principais causas da atual turbulência.
O documento considera o desleixo das agências de classificação de risco como um fator determinante para a situação. O IIF divulgou documento com recomendações aos banqueiros sobre como agir daqui por diante.
FMI revê previsões para EUA e Brasil
Em relatório divulgado nesta quarta-feira, o Fundo Monetário Internacional (FMI) previu que a economia brasileira crescerá 4,8% neste ano. Em outubro do ano passado fizera um projeção inferior, de 4%. Para 2009, o organismo mundial estima que a maior economia da América Latina avance 3,7%. No seu relatório “Panorama Econômico Mundial'’, o Fundo previu ainda que a economia americana cairá numa suave recessão.
Segundo dados do IBGE, o Produto Interno Bruto brasileiro cresceu 5,4% em 2007.
Em seu relatório ‘Panorama Econômico Mundial’, divulgado nesta quarta-feira, o Fundo prevê ainda que a economia americana cairá em uma ’suave recessão’.
Fonte: ADEMI
às 08:24
admin
Próximas Publicações
Publicações anteriores