Para Tesouro, IR em título público seria retrocesso
Sexta, 4 de Abril de 2008 às 08:08 admin | Enviar por e-mail Hits para esta publicação: 278
Da Agência Estado
A Secretaria do Tesouro Nacional não concorda com a proposta de retomar a cobrança de Imposto de Renda em títulos públicos, eliminada há dois anos. A avaliação é de que a mudança seria um retrocesso, pois a medida elevou a concorrência pelos papéis do governo, reduziu o custo da dívida pública e ajudou a alongar o perfil do endividamento.
A suspensão da isenção do IR foi defendida pelo presidente do Conselho de Administração do Grupo Votorantim, Antônio Ermírio de Moraes. A medida chegou a figurar entre as alternativas do governo para conter a desvalorização do dólar em relação ao real. Mas acabou saindo de pauta. Segundo fontes do Tesouro, o ministro da Fazenda, Guido Mantega, tem informado que as medidas pararam na instituição do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) para aplicações dos estrangeiros em renda fixa, adotada em março.
A cobrança do IOF tem elevado o custo das emissões de títulos públicos. Nas contas do Tesouro, numa operação de dois anos, o IOF reduz a rentabilidade do investidor em 0,5 ponto porcentual - já considerado o fim da CPMF. Em dez anos, esse efeito se dilui para 0,14 ponto, mostrando que a medida tem impacto efetivo nos investimentos de curto prazo. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.
Fonte: G1
Publicação arquivada em: Notícias do Mercado Financeiro, Economia
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