Arquivo de 24 de Março de 2008
Gazeta Mercantil, 20/mar
Os ventos favoráveis da estabilidade econômica, queda de juros, maior oferta de crédito e alongamento de prazos de pagamento levam o mercado imobiliário baiano a viver seu desempenho dos últimos 18 anos.
De acordo com pesquisa realizada pela Associação dos Dirigentes do Mercado Imobiliário da Bahia (Ademi-BA) e divulgada ontem, em 2007, foram lançadas 9.068 e vendidas 7.116 unidades novas na Região Metropolitana de Salvador. O desempenho superou em 77,8% os lançamentos e 63,3% as vendas de 2006.
Para este ano, a expectativa é de continuidade da expansão do mercado. “Esperamos lançar 14 mil e vender 10 mil novos imóveis”, afirma o presidente da Ademi-BA, Luiz Augusto Amoedo. Segundo ele, o crescimento será puxado pela maior oferta de imóveis para atender o segmento entre três e dez salários mínimos de renda. “A maioria das unidades devem ter valor de R$ 50 mil a R$ 125 mil”, diz.
Em 2007, essa faixa de preço representou apenas 16% das 7.111 unidades comercializadas. O faturamento de R$ 2,5 bilhões das 130 empresas pesquisadas pela Ademi-BA em 2007 ficou concentrado na faixa de imóveis com preço entre R$ 125 mil a R$ 250 mil (50%) e acima de R$ 250 mil (34%). “O segmento de menor renda é onde há o maior déficit habitacional e será focado este ano”, diz.
A parceria Odebrecht-Gafisa já prepara o lançamento do empreendimento Bairro Novo no município de Camaçari, na Região Metropolitana de Salvador, com cerca de 4 mil unidades para atender a demanda das classes com menor poder aquisitivo. A construtora Tenda também se posiciona no mercado, ofertando produtos populares. A Cyrela Andrade Mendonça prepara projetos para imóveis com valores entre R$ 50 mil e R$ 125 mil.
O empecilho para a produção de imóveis de menor preço, segundo Amoedo, é a falta de terrenos nas áreas com infra-estrutura e a necessidade dos poderes públicos criarem condições para que os empreendimentos sejam possíveis em regiões mais distantes do centro da cidade, oferecendo transporte, saneamento e energia elétrica. Ele, no entanto, observa avanços em Salvador, com aprovação recente do novo Plano de Diretor e Desenvolvimento Urbano (PDDU).
“O novo PDDU normatiza a ocupação de áreas que possuía impedimentos para o desenvolvimento imobiliário”, diz Amoedo. Uma faixa de 12 quilômetros de orla, no litoral norte da capital baiana, com a nova legislação tornou-se viável a novos empreendimentos para a classe média.
Fonte: ADEMI
Segunda, 24 de Março de 2008 às 08:39
admin
Extra, Danielle Mattos, 20/mar
Teve início ontem a construção das primeiras 370 unidades habitacionais no Complexo do Alemão, que servirão de moradia para as famílias que serão desalojadas pelas obras do Programa de’Aceleração do Crescimento (PAC). O projeto prevê um conjunto residencial com apartamentos que terão aproximadamente 45 metros quadrados, com sala, dois quartos, cozinha e banheiro.
Funcionários da Empresa de Obras Pública (Emop) fizeram ontem as primeiras análises no terreno na Rua Itaóca, onde serão erguidos as primeiras moradias do PAC, em Ramos.
Terreno adequado A sondagem constatou que o terreno tem bastante areia, o que facilitará o trabalho dos operários. No local onde ficará o conjunto residencial, funciona ainda o canteiro de obras e o setor administrativo da equipe responsável pelo projeto de urbanização no Alemão. Lá, é guardado também o material que será usado na construção. No espaço cedido ao governo do estado, funcionava a antiga fábrica da Cavo.
A construção de morauias é um dos assuntos que mais preocupam a vida dos moradores, segundo líderes comunitários. Reuniões têm sido feitas com frequência para tranquilizar a comunidade. Segundo a Emop, os pontos onde serão construídos as outras 2.620 unidades habitacionais ainda estão sendo escolhidos nas favelas do Alemão. A empresa deve definir os lugares até o fim da próxima semana.
Fonte: ADEMI
às 08:37
admin
O Globo, Taís, 20/mar
Numa ação articulada pela Coordenadoria Integrada de Combate aos Crimes Ambientais, foi derrubado ontem o muro de quase cinco metros de altura que dividia a Praia do Boi, em Mangaratiba. A construção na Área de Proteção Permanente, que ocupava a areia até o mar, impedindo o acesso à praia, foi erguida pelo condomínio Portal Verde Mar em 1987, mas era desconhecida das autoridades. Denunciado pelo GLOBO, o muro foi ao chão e o condomínio terá que pagar uma multa de R$ 150 mil, que serão investidos no reflorestamento de uma área próxima de Mata Atlântica.
A iniciativa que teve o apoio do secretário de Meio Ambiente de Mangaratiba, Giovanni Kede contou com a presença do secretário estadual do Ambiente, Carlos Minc. Fiscais da Serla e policiais do Batalhão de Polícia Florestal e Meio Ambiente da PM participaram da operação.
Uma retroescavadeira deu início à demolição. A presença de muitas pedras e a maré alta dificultaram o trabalho, mas em poucos minutos a construção foi abaixo.
Condomínio tem 48 horas para retirar entulho Após a demolição, a administração do condomínio Portal Verde Mar, de 38 casas de classe média alta, foi multada e notificada a retirar o entulho da areia no prazo de 48 horas.
Até mesmo os moradores do condomínio comemoraram a demolição. O muro foi construído em 1987 e todos eram contra disse o secretário de Meio Ambiente de Mangaratiba, que, no entanto, não soube informar por que o muro ainda não havia sido demolido pelos próprios moradores.
O secretário Carlos Minc teve outra percepção: Não só não derrubaram, como há três anos aumentaram a altura do muro. Mas o obstáculo já foi retirado e as pessoas já podem passar de um lado para o outro.
Para Minc, ações como a de ontem, embora pontuais, servem de exemplo: São operações exemplares para mostrar que acabou a moleza. A idéia é criar uma sensação de que a impunidade não será tolerada. Ricos e pobres não podem desmatar, construir na praia, despejar esgoto. E as ações pontuais acabam estimulando a fiscalização nos municípios e intimidam os criminosos ambientais disse ele.
Fonte: ADEMI
às 08:37
admin
Jornal do Commercio, Aziz Ahmed, 20/mar
A Assembléia Legislativa paulista aprovou Projeto de Lei para a implantação do Programa Estadual de Moradia do Idoso (Pemi), de autoria do deputado Aldo Demarchi (DEM). A finalidade é permitir a construção de unidades habitacionais exclusivas para idosos necessitados, com atendimento médico, serviço de assistência social, alimentação e lazer.
Fonte: ADEMI
às 08:35
admin
Valor, Yan Boechat, 20/mar
A Tecnisa vendeu ontem para a Agra 20% do terreno de 250 mil metros quadrados que comprou da Telefônica no ano passado e onde pretende construir seu maior empreendimento em São Paulo. O negócio foi celebrado à vista e a Agra pagou R$ 52 milhões pela área. A Tecnisa ainda tem o direito de vender outros 5% do terreno, em 60 dias, por R$ 13 milhões. Pelo acordo entre as duas empresas, a Tecnisa terá o direito de participar de todos os projetos que a Agra lançar na área adquirida
A Tecnisa pagou R$ 120 milhões à Telefônica há pouco mais de um ano pelo terreno e tem planos de erguer um novo bairro na região. Pelo projeto original a empresa construiria 30 edifícios, com um total de mais de 3,5 mil apartamentos de médio e alto padrão, além de duas torres comerciais naquela área, com um valor geral de vendas total de R$ 2 bilhões. Há um ano a Tecnisa planejava iniciar os lançamentos no segundo semestre de 2008. A Agra estima que com a aquisição conseguirá lançar cerca de R$ 500 milhões em novos imóveis no terreno.
Fonte: ADEMI
às 08:35
admin
Valor, Yan Boechat, 20/mar
Uma das principais competidoras globais no bilionário mercado de consultoria imobiliária, a anglo-americana Newmark Knight Frank será a única das grandes empresas do setor a atuar com o segmento de imóveis residenciais de alto padrão no Brasil. Suas principais concorrentes no mundo - CB Richard Ellois, Cushmann & Wakefield e Jones Lang LaSalle - estão atuando no país exclusivamente com imóveis comerciais. “Vamos ter um departamento dedicado apenas a comercializar imóveis de alto luxo para os brasileiros que queiram comprar aqui e o no exterior e para os estrangeiros que queiram ter um imóvel aqui”, afirma Sérgio Negro, presidente da companhia no Brasil.
Instalada há dois anos no país, a Newmark foi a última das grandes empresas de consultoria imobiliária a apostar no mercado brasileiro. Em 2007, a companhia movimentou cerca de R$ 200 milhões em transações de compra, venda, locação e consultoria no mercado nacional, sempre com foco no segmento de imóveis corporativos. Agora a estratégia aqui é seguir o modelo mundial da companhia e apostar nos imóveis residenciais. Na visão de Negro, em dois anos a divisão de casas e apartamentos de alto padrão será responsável por 50% do faturamento da Newmark no país.
A idéia da companhia é ser quase como uma boutique imobiliária para pessoas de altíssima renda. No portfólio de imóveis usados não podem entrar casas ou apartamentos avaliados em menos de R$ 2 milhões. Apesar de haver um piso, não há teto para os preços dos imóveis comercializados. “Há muito dinheiro no Brasil hoje, há muito mercado para os imóveis que pretendemos comercializar”, diz Negro.
Além de imóveis milionários, a Newmark também pretende atuar diretamente na venda de casas e apartamentos na planta. Para atuar nesse mercado a companhia está disposta a reduzir as exigências em relação ao preço. O preço mínimo para imóveis de alto padrão na planta será de R$ 750 mil.
Fonte: ADEMI
às 08:34
admin
Valor, Fernando Travaglini, 20/mar
A Fundação dos Economiários Federais (Funcef) prepara novos aportes de recursos em Fundos de Investimentos em Participações (FIP). A entidade já possui R$ 1,2 bilhão aplicado em 16 desses fundos e pretende destinar mais R$ 200 milhões para dois novos FIPs, agora na área imobiliária: o Global Equity Properties FIP e o Apya Agenco.
A Funcef, terceiro maior fundo de pensão do país, administra ativos superiores a R$ 32 bilhões dos funcionários da Caixa Econômica Federal. Cerca de 6% do total, R$ 1,8 bilhão, está alocado no setor imobiliário.
“Nosso objetivo é entrar no setor não somente por aquisições diretas para aproveitar o aquecimento de mercado de incorporação”, afirma Jorge Arraes, diretor de Participações Imobiliárias e Societárias da Funcef. Como fundo de pensão não pode realizar a atividade de incorporação, esse foi um mecanismo encontrado para participar desse mercado, sem infringir a legislação, afirma.
“Estamos contribuindo para aumentar a oferta de credito nesse mercado.” Os investimentos em FIPs são alocados com renda variável e não entram no limite de aplicações imobiliárias.
O Global Equity, em fase de captação de recursos, terá patrimônio de até R$ 300 milhões para ser investido em empreendimentos imobiliários residenciais e comerciais de pequeno e médio porte. O fundo já conta com oito construtoras e incorporadoras.
O Apya Agenco, também em fase de captação, terá investimentos acima de R$ 300 milhões, focado em operações maiores áreas residencial, comercial e turística. “Não são fundos concorrentes.” Em ambos os casos, a Funcef irá colocar R$ 100 milhões e irá integra os comitês de investimentos, que aprovam os projetos.
“Esta é apenas a parte de equity. Quando entrarem em sociedade vão alavancar ainda mais, pois o financiamento das obras serão feitas por bancos. Devemos alavancar o volume em pelo menos quatro vezes o valor total dos fundos.”
Esse tipo de investimento, segundo Arraes, pode atingir rentabilidade de até 22%. “Nosso piso de rentabilidade é INPC + 5,5% ao ano, que é a meta atuarial, mas os retornos no mercado vão de 16% até 22% ao ano.”
A Funcef participa de outros 16 fundos, nas áreas de energia, alimentos, fármacos e tecnologia da informação. “Ainda temos margem de aplicação, mas estamos nesse momento em uma rodada de avaliação com os gestores.”
Fonte: ADEMI
às 08:32
admin
Valor, 20/mar
A IBC realiza a 3ª Conferência sobre Marketing para Empreendimentos Imobiliários.
Fonte: ADEMI
às 08:31
admin
Valor,Chico Santos, 20/mar
Ainda que o crescimento econômico mundial caia de um patamar de 4,5%, em 2007, para um número próximo a 3% este ano por causa de crise americana, a economia brasileira manterá seu crescimento em um nível bastante razoável, provavelmente caindo para 4,5% (contra 5,4% em 2007), segundo avaliação do economista Carlos Geraldo Langoni, diretor do Centro de Economia Mundial da Fundação Getúlio Vargas (FGV) e ex-presidente do Banco Central (BC).
Langoni coordena, na próxima segunda-feira, o seminário “Cenários da Economia Brasileira e Mundial”, com o apoio do Valor. O evento, na sede da Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (Firjan), será realizado entre 9h e 12h30. Planejado há várias semanas, o seminário ocorre quando a economia mundial vive o momento até agora mais grave da crise deflagrada pelos EUA, com os primeiros reflexos sobre os preços das commodities, carro-chefe das exportações brasileiras.
Langoni avalia que a crise representa um grande teste para a economia brasileira e, na sua opinião, o resultado final vai provar o acerto do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva ao optar pela manutenção de políticas fiscal e monetária responsáveis, ainda que não tenha havido avanços significativos nas reformas estruturais.
Ele comparou a crise atual com a de 2001, desencadeada pelo ataque terrorista às torres gêmeas de Nova York, e concluiu que as diferenças são significativas, pelo lado positivo, tanto no âmbito internacional como do ponto de vista estritamente brasileiro. Externamente, na avaliação do diretor da FGV, a China, em 2001, apesar de já viver um longo período de crescimento, ainda tinha peso relativo muito baixo no conjunto do crescimento mundial. “Hoje, o peso do crescimento chinês é maior do que o dos Estados Unidos”, constata.
Essa maior relevância chinesa, aliada a um papel mais decisivo de outros países emergentes, como Índia, Rússia e Brasil, deve contribuir, na avaliação do economista, para que não haja recessão mundial mesmo que os EUA venham a enfrentar alguma retração. Os preços das commodities podem sofrer algum arrefecimento, como já sinalizaram ontem, mas Langoni aposta que ainda irão ficar em patamar elevado, sustentando algum crescimento do comércio mundial. “A não ser que haja uma debacle nos EUA”, ressalva.
Sempre comparando o momento atual com a crise de 2001, Langoni aponta, internamente, algumas diferenças essenciais entre as duas situações. Em primeiro lugar, o país tinha naquela época um déficit em conta corrente de 5%, enquanto agora está saindo de um período superavitário até 2007 para um pequeno, e ainda pouco preocupante, déficit em 2008.
As reservas internacionais brasileiras, que hoje se aproximam dos US$ 200 bilhões, eram de apenas US$ 36 bilhões na crise anterior. A conseqüência desses números diferentes é que a crise até agora praticamente não pressionou a taxa de câmbio (não há fuga de capitais), que mantém um viés de apreciação e, mais importante, não atingiu o consumo doméstico e nem o apetite dos agentes econômicos para investir.
Sem uma forte pressão cambial, Langoni entende que não será necessário nenhum ajuste drástico na taxa de juros doméstica, o que poderia frear os investimentos. Ele acha mesmo que, em vez de mexer nos juros, o governo poderia atuar mais fortemente pelo lado fiscal, reforçando a confiança do mercado no equilíbrio do governo.
Fonte: ADEMI
às 08:30
admin
Jornal do Commercio, 20/mar
O diretor-presidente da Agência Nacional de Águas (ANA), José Machado, não tem dúvidas de que o maior desafio da proteção dos mananciais de recursos hídricos no Brasil é elevar a cobertura de saneamento básico. Para o Dia Mundial da Água, que se comemora neste sábado, o especialista chama atenção que em todo o País, somente 20% dos municípios fazem coleta de esgoto e o índice de tratamento gira em torno de 20% com eficiência discutível. Isso significa que todos os dejetos domésticos não tratados, ou com baixo índice de descontaminação, vão parar nos rios, córregos e outros mananciais de onde é retirada a água que abastece a população. A demanda cresce no mesmo ritmo em que se configura a escassez, agravada pelo avanço da degradação ambiental.
“O Brasil tem uma legislação moderna, mas muito recente. A Política Nacional de Recursos Hídricos, instituída em 1997 (pela Lei 9433) só tem dez anos e a criação da ANA, principal órgão gestor, é de 2000. Apesar dessa modernidade no que se refere à criação de ferramentas de gestão, temos um passivo ambiental de décadas, que se agravou principalmente nos últimos 40 ou 50 anos, com os avanços dos processos de urbanização, de crescimento da fronteira agrícola e de industrialização. Reverter essa realidade depende de altos investimentos em programas de despoluição que são ações de longo prazo”, observou Machado.
O diretor-presidente da ANA enfatizou que a Agência tem atuado junto à sociedade no sentido de fortalecer a implementação do Sistema Nacional de Recursos Hídricos, com avanços observados em relação à participação dos estados da Federação nesse processo e à formação de comitês de bacias (já são 140 em todo o País), onde se reúnem representações de todos os segmentos sociais para definir ações prioritárias de gestão compartilhada da água. Isso inclui, entre outras iniciativas, a cobrança pelo uso da água, como ocorreu em caráter pioneiro na Bacia Hidrográfica do Rio Paraíba do Sul, onde os recursos financeiros arrecadados estão custeando projetos de recuperação ambiental.
Para o engenheiro Carlos Lemos Costa, o uso racional da água depende da adoção de tecnologias que já estão disponíveis no mercado e da atitude de todos os cidadãos. “Somos perdulários em relação ao consumo de água no Brasil. Achamos que a oferta não tem limites. No caso dos prédios comerciais, a maioria tem vasos sanitários que consomem de 12 a 15 litros por descarga quando já existem no mercado bacias sanitárias com descargas de seis litros. A simples mudança já reduziria pela metade ou mais esse consumo desnecessário”, orienta o especialista em projetos de uso racional.
Além da troca de descargas, outra ação que pode ter resultado imediato no consumo de água, segundo o engenheiro, é a utilização de torneiras com mecanismos de contenção nos prédios comerciais e residenciais. “Essas são medidas que podem reduzir pela metade um consumo diário que hoje pode estar acima de 30 litros por pessoa”. Em casa, acrescenta o engenheiro, o grande vilão é o chuveiro que, no Brasil, é utilizado uma ou duas vezes por dia, por cada morador. “Consumindo 20 a 25 litros de água por banho representa, em cerca de dez minutos, um gasto de 200 a 300 litros, considerado um absurdo. Com utilização de restritores no chuveiro é possível reduzir esse gasto para 14 litros por minuto, o que pode gerar uma economia considerável”, reforça.
O engenheiro também chamou a atenção para o aumento dos níveis de degradação dos mananciais, onde a cada dia crescem ações como o despejo de lixo e de esgoto sem tratamento, além do desmatamento das margens que deveriam proteger rios, córregos e outros corpos d’água. Costa ressaltou que é preciso desfazer junto à sociedade, o equívoco da abundância. Isso porque a maior oferta de água do Brasil (cerca de 70%) está na Amazônia, onde vivem 4% da população, enquanto em regiões como o Sudeste, que concentra mais de 60% dos habitantes do País, a disponibilidade hídrica é de pouco mais de 12%. “A captação dos grandes centros é feita em distâncias cada vez maiores e a custos mais elevados. Para isso é fundamental a adoção de consumo responsável que se traduz em uso de tecnologias adequadas e atitude de cada cidadão”, conclui o engenheiro.
Fonte: ADEMI
às 08:29
admin
Publicações anteriores