Arquivo de 14 de Março de 2008

Projeto polêmico em Laranjeiras

O Globo Zona Sul, Rafael Galdo, 13/mar

Moradores estão preocupados com instabilidade do terreno que abrigará condomínio

A construção de um condomínio residencial em Laranjeiras está gerando discussão no bairro. Moradores de prédios vizinhos à Rua das Laranjeiras 29 - que já abrigou uma feira de roupas e onde será erguido o novo empreendimento - dizem que, até agora, não tiveram acesso a projeto algum do que será feito ali, mas que já há um estande no terreno para cadastramento de interessados.

Eles lembram que, na década de 70, quando foi construída uma loja de departamento num espaço ao lado, as obras causaram afundamento em um edifício próximo, devido à instabilidade do terreno, por onde passa, próximo à Rua Conde de Baependi, o Rio Carioca. Por isso, temem que esses abalos voltem a acontecer, questionando ainda a capacidade de o bairro abrigar mais um condomínio.

- Nosso bairro é carente de serviços, como shoppings, e não de unidades residenciais. Além disso, não sabemos quantos apartamentos terá o condomínio, numa rua já com trânsito sobrecarregado - diz Marcus Vinícius Seixas, presidente da Associação de Moradores de Laranjeiras (Amal).

De acordo com ele, já foi enviado um ofício à construtora Gafisa, responsável pela construção, pedindo informações sobre as obras. A empresa, por sua vez, diz que em breve apresentará aos moradores o projeto - segundo ela, já aprovado pelas secretarias municipais de Urbanismo e de Meio Ambiente e pela CET-Rio.

Fonte: ADEMI

Adicionar comentário Sexta, 14 de Março de 2008 às 09:19 admin

PAC: canteiros terão modelo de nova moradia

O Globo, Taís Mendes, 13/mar

Moradores que perderão suas casas poderão conhecer os apartamentos previstos no projeto

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De acordo com a Empresa de Obras Públicas (Emop), 6.500 casas serão demolidas nas três áreas. Quem tiver que deixar seus imóveis poderá escolher entre o apartamento novo, uma outra casa na comunidade ou indenização.

- Vamos dar condições aos moradores de terem uma idéia de como os apartamentos ficarão disse Ícaro Moreno Junior, presidente da Emop. Quando você compra um apartamento na planta, é difícil enxergar direito como ele ficará. Então, vamos construir um apartamento modelo.

A decisão foi tomada após reuniões com moradores nas três comunidades, quando se constatou que a maioria tinha dúvidas sobre as novas moradias. O vice-governador e secretário de Obras, Luiz Fernando Pezão, acredita que a medida fará a população ter mais confiança no projeto:

- As pessoas estão com dúvidas sobre como será o espaço. Vamos fazer o showroom para mostrar.

A Emop será responsável pela montagem dos showrooms. No Complexo do Alemão, por exemplo, onde serão demolidas 3.600 unidades habitacionais, o modelo das novas residências ficará no terreno da antiga fábrica Cavo, na Avenida Itaoca. Em Manguinhos, as obras do PAC demolirão 2.200 mil residências. Na Rocinha, serão postas abaixo 700 casas.

- Ainda estamos desapropriando o terreno onde hoje é uma garagem de ônibus (na Rocinha), mas, dentro de um mês, os três showrooms deverão estar prontos. A idéia é dar prioridade às obras das novas unidades, para podermos realocar as pessoas. Caso contrário, vamos ter que pagar um aluguel social. O trabalhar tem que ser paralelo, em todas as frentes disse Ícaro.

Em Manguinhos, canteiro começa a ser montado

Os primeiros sinais dos trabalhos do PAC já podem ser vistos em Manguinhos. Ontem, operários instalavam uma placa em frente ao canteiro de obras, no antigo Departamento de Suprimentos do Exército (Desup). No Complexo do Alemão, a área está sendo limpa e começa a ser ocupada por contêineres. Já na Rocinha, não há sinais de obras na garagem da Viação Amigos Unidos, na Estrada da Gávea, onde será o canteiro de obras. A área ainda está sendo desapropriada. Até lá e nos próximos 15 dias, o trabalho ficará concentrado nas mãos

de engenheiros, que se dedicam à realização de cálculos e sondagens de terreno. Após esse período, uma passarela provisória será construída na Auto-Estrada Lagoa-Barra e, dentro de um mês, a antiga será destruída, para a construção de uma nova, projetada por Oscar Niemeyer.

Fonte: ADEMI

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Imóvel financiado não deve ser declarado no Imposto de Renda pelo valor total de compra

O Globo Online, Nice de Paula, 13/mar

Depois do salto nas vendas de imóveis durante o ano passado - só com recursos da caderneta de poupança foram emprestados R$ 18,2 bilhões, 96% a mais do que no ano anterior - os novos proprietários estão às voltas com as dificuldades para declarar o sonho da casa própria ao Leão do Imposto de Renda.

Na maioria dos casos, a aquisição do imóvel já faz do comprador um declarante obrigatório, pois a posse de bem imóvel de valor igual ou superior a R$ 80 mil é uma das condições que obrigam o contribuinte a declarar , mesmo que sua renda anual esteja abaixo do limite de isenção (R$ 15.764,28). Mas isso não significa que ele terá que pagar Imposto de Renda sobre esta compra.

- Independentemente de ter sido pago à vista ou financiado, o imóvel precisa ser declarado. Para isso é necessário ter a escritura e informar, na ficha bens e direitos, o endereço e características do imóvel, nome e CPF do vendedor e condições da compra, tipo parte à vista e parte financiada e parte com recursos do FGTS - explica Cleber Busch, consultor da IOB.

O detalhe que deve merecer mais atenção é o valor a ser declarado pelo imóvel. Para quem pagou à vista, é simples: basta informar o valor efetivamente pago.

Quem pagou financiado deve informar apenas o valor efetivamente pago em 2007, ou seja, parcela paga à vista, inclusive com uso do FGTS e as mensalidades pagas até 31 de dezembro de 2007. Não importa se imóvel custou na escritura R$ 150 mil, porque se no ano passado o contribuinte desembolsou R$ 50 mil por ele, é este valor que deve ser informado - explica o consultor.

A dívida relativa ao financiamento imobiliário também não precisa ser declarada. Mas é muito importante citar os rendimentos sacados do FGTS (como rendimentos isentos e não tributáveis) e doações ou empréstimos recebidos dos parentes, que tenham sido usados na compra.

- O contribuinte não pode é ter uma evolução patrimonial injustificada, ou seja, a compra de um bem incompatível com a renda, sem explicar de onde veio o dinheiro - diz o consultor.

Na declaração do ano seguinte, o valor do imóvel será atualizado somando-se as mensalidades e outros valores efetivamente pagos naquele ano, e assim, sucessivamente, até que o bem esteja quitado.

Por esse sistema, quando for concluído o pagamento, o imóvel constará na declaração com o valor efetivamente pago, incluindo os juros, independente daquele que esteja na escritura ou do valor de mercado. A partir daí, seu valor não poderá ser mais atualizado nas declarações seguintes.

O objetivo da Receita é fazer com que as pessoas registrem quanto pagaram pelo imóvel e, caso ele seja vendido depois, possa ser apurado o chamado imposto sobre ganho de capital, cobrado sobre a diferença entre o preço que a pessoa comprou e aquele pelo qual ela vendeu seu bem.

- A alíquota deste imposto é de 15% da diferença entre o valor da declaração do Imposto de Renda e o venda. Mas há algumas variáveis, por exemplo, nos imóveis anteriores adquiridos antes de 1988, há abatimento de 5% no valor devido par cada ano anterior da data. Imóveis anteriores a R$ 1969, por exemplo, ficam isentos do imposto. Mas o próprio sistema da Receita calcula esses descontos - explica o tributarista Ilan Gorin.

Outra regra importante sobre ganhos de capital é isenção para quem tem um único imóvel com até R$ 440 mil ou vendeu um imóvel residencial para comprar outro no prazo de 180 dias.

- Para se beneficiar desta regra, é preciso primeiro vender um imóvel e depois comprar outro. Se a pessoa comprar primeiro e assinar uma promissória para pagar com a venda do imóvel anterior, perde direito ao benefício - destaca Gorin.

Fonte: ADEMI

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Imóvel-modelo em favelas beneficiadas por obras

O Dia, Andréa Uchoa, 13/mar

Daqui a dois meses moradores das três comunidades que serão beneficiadas com as obras do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) - complexos do Alemão e de Manguinhos e Favela da Rocinha - poderão ver como ficarão suas futuras residências. Para quem vive nesses locais se familiarizar com a nova casa e planejar a mudança, o governo do estado vai montar apartamento-modelo nos canteiros de obras das três favelas, como o que já existe no Morro do Pavão-Pavãozinho, Copacabana, desde fevereiro.

A diferença é que os locais serão decorados e mobiliados, como ocorre nos showrooms de lançamentos imobiliários. Segundo o vice-governador e secretário Estadual de Obras, Luiz Fernando Pezão, o objetivo é deixar mais tranqüilos os moradores das mais de seis mil residências que serão demolidas durante o PAC e que terão direito a uma das 4.822 novas casas construídas pelo governo.

“Eles ficam muito preocupados com a questão da moradia. Querem saber se estarão trocando o certo pelo duvidoso. Por isso surgiu a idéia de mostrar como serão os apartamentos”, afirmou Pezão. A iniciativa foi aplaudida por líderes comunitários das três favelas.

Já quem achar que a troca não valerá a pena vai poder se candidatar a receber uma das 1.197 indenizações previstas ou ainda um dos cerca de mil imóveis que serão comprados pelo governo e repassados à população.

O projeto está sendo desenvolvido pela Empresa de Obras Públicas (Emop). Cada apartamento terá entre 45 e 47 metros quadrados, com sala, banheiro, cozinha e dois quartos. Um dos modelos conta com pátio de 27,15 metros quadrados para que o imóvel possa ser expandido se o proprietário desejar. De acordo com o presidente da Emop, Ícaro Moreno, o showroom será feito com as dimensões reais. “É importante a pessoa olhar e ver qual será o espaço de sua cozinha”, ressaltou.

Fonte: ADEMI

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Showroom para quem vai trocar de casa nas favelas

Jornal do Brasil, 13/mar

Quem não acreditava que o atendimento aos moradores das favelas de Alemão, Manguinhos e Rocinha seria de primeiro mundo, pode começar a mudar de idéia. Ontem o governo do Estado anunciou que montará showroom para que os proprietários de casas demolidas para a passagem do Programa de Aceleração do Crescimento vejam como ficarão as novas residências. Um luxo digno de classe média.

A atividade, comum nos lançamentos imobiliários para as classes mais altas, passa a fazer parte dos canteiros de obras do programa de urbanização das comunidades. Os canteiros de obras terão réplica dos apartamentos a serem construídos com sala, cozinha, banheiro e dois quartos. Detalhe: os apartamentos estarão mobiliados para que se possa ter uma noção espacial de suas novas casas e a mudança possa ser planejada.

Dúvida desfeita

Para o vice-governador e secretário de Obras, Luiz Fernando Pezão, a grande dúvida ainda era a situação das casas. Ele acredita que o fato de poder entrar numa casa igual a que irá ganhar fará com que a população tenha uma noção do que poderá ser feito e como aproveitar melhor cada cômodo, além de dar credibilidade ao projeto.

- As reuniões sempre eram direcionadas para a situação das casas. Sei da importância da moradia na vida dessas famílias e, por isso, pedi à Empresa de Obras Públicas (Emop) que montasse nos canteiros de obras um showroom, a fim de que todos possam conhecer a nova casa - frisou Pezão.

O presidente da Empresa de Obras Públicas, Ícaro Moreno Junior, já está agilizando a montagem dos estandes, para que a comunidade tenha acesso dentro do menor prazo possível. Ícaro admite que será uma grande novidade e uma ferramenta importante para a tranqüilidade de todos os que vivem nas três favelas que terão de abandonar as suas casas para dar lugar às melhorias.

A preocupação do governo estadual é resgatar a cidadania dessas quase 500 mil pessoas das comunidades. Pezão lembrou que há décadas não há uma grande intervenção nessas favelas, como a construção de escolas, postos de saúde e áreas de lazer. O projeto de urbanização que vem sendo desenvolvido agora une todas as esferas de governos, levando obras e programas sociais.

- Queremos que essas obras recuperem as áreas e que possamos trazer novas empresas para a região. Existem inúmeros galpões, principalmente em Manguinhos e no Alemão, que poderão ser aproveitados pelas novas empresas, abrindo oportunidades para a comunidade. O que estamos fazendo é mais do que abrir ruas, mas planejar o desenvolvimento sustentável de toda a região - concluiu o vice-governador.

Fonte: ADEMI

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Moradores ignoram o valor das indenizações

Jornal do Brasil, 13/mar

O reassentamento de moradores do Cantagalo provocou um jogo de empurra dentro do governo estadual. No ano passado, a Secretaria de Transportes tratava o assunto com o titular da pasta de Habitação, Noel de Carvalho. Por meio de sua assessoria de imprensa, Noel declarou que todas as entrevistas relacionadas à expansão do metrô deveriam ser tratadas com a Secretaria de Obras. Procurado pelo Jornal do Brasil, o secretário Luiz Fernando Pezão nega a determinação.

Outro tabu dentro do Estado são as indenizações exigidas pela comunidade. Segundo cálculos da Associação de Moradores do Cantagalo, a liberação das casas para a obra do metrô pode custar mais de R$ 90 mil aos cofres do governador Sérgio Cabral. A avaliação dos imóveis foi feita por técnicos estaduais em janeiro e fevereiro, mas, desde então, ninguém tocou no assunto.

- Há mais de um mês uma equipe de assistentes sociais veio avaliar onde colocariam as famílias e qual seria o valor da indenização, mas, desde então, não tivemos notícia - protesta Luiz Bezerra Nascimento, presidente da Associação de Moradores do Cantagalo.

Novidades na rede

A Estação General Osório tem inauguração prevista para dezembro de 2009. Além da nova parada, os próximos 10 anos reservam novidades no transporte metroviário. A concessionária que administra o serviço deve investir R$ 1,5 bilhão na construção das estações Uruguai, na Tijuca, e Cidade Nova. Também sairá do papel a linha 1A, permitindo os moradores do subúrbio irem até Botafogo sem mudar de trem.

Fonte: ADEMI

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Expansão do metrô esbarra na falta de reassentamento

Jornal do Brasil, Renato Grandelle, 13/mar

A extensão do metrô a Ipanema já avançou 800 metros terra abaixo, mas ainda não driblou o seu maior desafio. O Estado não cumpriu a promessa de conseguir, até o fim de janeiro, novos terrenos para 70 famílias que serão desapropriadas do Morro do Cantagalo por causa do programa de contenção de encostas. Em dezembro, o governo considerava que, se o prazo não fosse cumprido, a inauguração da Estação General Osório poderia atrasar.

O Palácio Guanabara admite que a falta de espaços livres dentro da favela contribuiu para o atraso no remanejamento dos moradores. A comunidade empenha-se em encontrar um endereço alternativo, ainda que apenas para o período das obras. Uma das opções seria uma escola abandonada no Arpoador, mas as autoridades definem a transferência das famílias para o asfalto como “pouco factível”.

Faltam moradias

De acordo com a Secretaria de Obras, 54 casas devem ser retiradas da área de risco para dar lugar a instalações físicas do metrô, próximo à Rua Teixeira de Melo, em Ipanema. Mas um levantamento feito pela Associação de Moradores do Cantagalo mostra que o morro não tem mais de 20 propriedades vagas. O Estado ainda não sabe como compensar o déficit de moradias. Não há espaço para os reassentados mesmo no conjunto habitacional que será construído no topo da favela. O local atenderá apenas famílias desapropriadas pelo alargamento de vias previsto no Programa de Aceleração de Crescimento (PAC).

- Não contamos, para o alto da morro, com a realocação de famílias cujas casas estão envolvidas com as obras do metrô - admite Vicente Loureiro, subsecretário de Urbanismo da Secretaria de Obras. - A estrutura geológica da rocha do Cantagalo é muito complicada, o que encarece demais a contenção de encostas e a fundação de estacas.

Construir no alto do morro têm saído mais caro do que o previsto pelo Estado. Em média, a preparação de um terreno consome até 15% da verba prevista para um empreendimento. No Cantagalo, o solo não favorável já faz o governo ultrapassar esta margem de gastos.

Imóveis na Zona Sul

Para evitar problemas com o solo do morro, a Secretaria de Obras não descarta mudanças estratégicas em seus projetos. Em vez de concentrar os moradores em pequenos prédios, a pasta investiria na construção de sobrados, que exigem menor aparato das empreiteiras.

Outra solução foi apresentada pela própria comunidade. Em ofício mandado à Secretaria de Transportes, o presidente da associação de moradores do morro, Luiz Bezerra do Nascimento, sugeriu dois imóveis abandonados da Zona Sul. Um deles seria o posto do INSS na Rua Raimundo Corrêa, em Copacabana. O Jornal do Brasil visitou o prédio ontem e constatou que, ao contrário do que diz a associação, o espaço está ocupado.

O outro local sugerido por Bezerra é o antigo Colégio Isa Prates, na Rua Francisco Otaviano, no Arpoador. Em janeiro, a prefeitura anunciou a compra do imóvel, que será transformado em uma escola da rede do município. A Secretaria de Educação, no entanto, não trabalha com prazos. Enquanto as obras ainda não têm data para começar, o estabelecimento serve de abrigo noturno para sem-tetos como o índio pataxó Sancler Towara.

Tem para todos

Sancler caminha entre dentaduras e livros em francês, jogados no chão quase todo coberto da escola, enquanto anuncia que o prédio tem espaço para todos.

- Já dormi três vezes aqui - conta. - Se os índios que estão em outras ocupações soubessem desta escola, viria todo mundo para cá. Dava até pra abrir um escritório. Mas a escola tem espaço suficiente para nós e os moradores do Cantagalo.

O colégio serviria como lar provisório para cerca de 50 famílias, enquanto o Estado não arrumasse uma solução definitiva para elas dentro da comunidade. Outras 20 famílias estariam dispostas a aceitar indenizações.

Fonte: ADEMI

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Brasil Brokers compra controle da Pointer

Jornal do Commercio, 13/mar

A Brasil Brokers Participações S.A. anunciou ontem que firmou contrato de compra e venda adquirindo 100% do capital social da companhia Pointer Imóveis S.A., com atuação no Espírito Santo.

O valor estimado da transação é de R$ 22,5 milhões. A iniciativa é parte da estratégia de expansão geográfica dos seus negócios, que será consolidada por meio de aquisições no mercado de empresas de intermediação imobiliária.

Segundo informou a Brasil Brokers os administradores da companhia convocarão Assembléia Geral Extraordinária para ratificar a compra das ações da empresa.

“Os acionistas que dissentirem da aquisição da Pointer Imóveis terão o direito de se retirarem da companhia. Para fins de pagamento do reembolso das ações, o preço por ação será determinado pelo balanço patrimonial auditado em 31 de dezembro de 2007″, esclareceu a Brasil Brokers Participações.

Fonte: ADEMI

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Construção cresceu 7,9%, diz sindicato

Valor, 13/mar

O Sindicato da Indústria da Construção Civil do Estado de São Paulo (Sinduscon-SP) afirmou ontem que mantém a previsão de crescimento do setor da construção em 2007 de 7,9%, apesar de o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) ter apontado expansão de 5% para o período.

Para o presidente do SindusCon-SP, João Claudio Robusti, no entanto, “quando o Produto Interno Bruto (PIB) de 2007 for recalculado pelo IBGE, no fim de 2008 ou início de 2009, o desempenho da construção deverá incorporar outros dados de pesquisas nacionais que não estão sendo considerados agora.”

Segundo o Sinduscon, esses dados virão da Pesquisa Anual da Indústria da Construção (Paic), a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD) e a pesquisa Economia Informal Urbana (Ecinf), bem como informações da declaração do Imposto de Renda Pessoa Jurídica. Além disso, o cálculo irá incorporar novos indicadores da construção, como os dos chamados serviços não-típicos (projetos, topografia, terraplenagem, entre outros).

“Pelas nossas projeções, a construção deverá registrar um crescimento maior do que aquele apontado agora. Isso já está sendo corroborado pelos últimos dados disponíveis: em 2007, o emprego na construção brasileira teve aumento de 13,3%, a indústria de materiais de construção registrou crescimento de 10,1%, o comércio desses insumos, 9,5%, e assim por diante”, disse Robusti.

Para este ano, o presidente do SindusCon-SP estima desempenho ainda melhor. “Estamos prevendo um crescimento de 10,2% em relação a 2007, em grande parte devido à expansão da infra-estrutura, com as obras do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), e também por conta de um novo aumento na produção e na comercialização de imóveis, motivado pelo incremento do financiamento imobiliário”, disse o representante do setor da construção.

Fonte: ADEMI

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BR Brokers faz aquisição

Valor, 13/mar

A BR Brokers, uma das principais imobiliárias do país, anunciou ontem sua vigésima segunda aquisição desde o ano passado. A companhia, que tem se expandido pelo país adquirindo pequenas imobiliária locais, comprou ontem a Pointer Imóveis, com sede em Vitória e atuação no estado do Espírito Santo. A BR Brokers pagou R$ 22,5 milhões que serão divididos em três parcelas. Assim como os outros negócios fechados pela companhia nos últimos meses, 50% do valor será pago com ações da BR Brokers, listadas na Bovespa, e 50% em dinheiro. Na primeira parcela, paga ontem, a companhia desembolsou R$ 2,5 milhões em dinheiro e mais R$ 5 milhões em ações. Com a aquisição da Pointer Imóveis a BR Brokers passa a contar com 22 subsidiárias, localizadas em 13 estados brasileiros e no Distrito Federal. Ao todo a companhia conta com uma força de vendas de 4,6 mil corretores espalhados em mais de 600 pontos de venda. A companhia também está negociando com bancos a criação de uma empresa específica de promoção de crédito para venda de imóveis usados.

Fonte: ADEMI

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