Arquivo de 12 de Março de 2008

Garagens mal planejadas e espaço reduzido podem ser a causa da dor de cabeça de muitos motoristas

O Globo Online, Mariane Thamsten, 11/mar

O drama dos motoristas para estacionar na garagem de casa nem sempre pode ser atribuído à falta de habilidade do condutor ou a uma questão pisicológica. O medo de manobrar num espaço estreito sem tocar no carro do vizinho pode ter outra explicação. Para o arquiteto e assessor da presidência do Conselho Regional de Engenharia e Arquitetura (Crea-RJ) Canagé Vilhena, o problema também pode estar no mal planejamento ou na má distribuição da área. Para exemplificar, ele divulgou um gabarito em que mostra os principais problemas da garagem.

- Hoje em dia, está tudo errado. Muitas empresas se preocupam mais em colocar o maior número de carros na garagem, aproveitando todos os espaços possíveis, do que com a sua eficiência - declara Canagé, lembrando que a conseqüência do trabalho mal planejado é uma das maiores dor de cabeça dos motoristas em suas próprias casas.

Ainda de acordo com Canagé, as vagas nas garagens devem ter 2,5m² de largura por 5m² de comprimento, conforme o Regulamento de Zoneamento, aprovado pelo Decreto 322, de 3 de março de 1976. No entanto, ele enfatiza que o ideal seria 3m² de largura por 6m² de comprimento para cada vaga, para que os veículos tenham espaço para as manobras.

- Com o crescimento urbano, muitas empresas do mercado imobiliário estão mais preocupadas em economizar e aproveitar todo o espaço possível das garagens do que com a eficiência deles - aponta Canagé.

O arquiteto também chama a atenção para o espaço de circulação dos veículos e aponta a rampa como um outro problema:

- Além de não acompanharem o raio de giro do veículo, as rampas são muito inclinadas, o que dificulta o acesso de deficientes físicos - destacou Canagé, lembrando que muitas garagens não possuem vaga destinadas a cadeirantes.

Já o arquiteto e conselheiro da Associação de Dirigentes de Empresas do Mercado Imobiliário (Ademi) Afonso Kuenerz defende o espaço de 2,5m² X 5m², determinado pela lei.

- Sem dúvida alguma, o espaço de 2,5m² para cada carro é adequado. Se somar as distâncias entre um veículo e outro, terá mais de um metro, o que dá para abrir a porta confortavelmente. Pela largura, não há problema algum - disse Kuenerz.

Sobre as pilastras, o arquiteto admite que a quantidade de pilares no estacionamento pode ser reduzida, mas isso depende do bom senso do projetista.

- É possível, sim, diminuir a quantidade de pilastras na garagem, sem que o prédio desabe. Mas, normalmente, quanto menos pilares, mais cara a obra. Podemos dizer, portanto, que um bom projeto procura evitar pilares que prejudiquem a vida dos motoristas - salienta o arquiteto.

Kuenerz diz ainda que quando o espaço é apertado, a legislação permite que um carro prenda o outro, caso o pavimento tenha menos de 32 vagas.

- Acima de 32 vagas, um carro não pode prender o outro, a não ser que seja do mesmo apartamento - lembra conselheiro da Ademi.

Problemas na garagem podem parar na Justiça

No entanto, a prática se mostra bem diferente. O bloqueio de ir e vir de pode levar o condomínio à Justiça. O advogado Bruno Reis, do escritório Reis&Schuch, aconselha, primeiramente, que o motorista leve o problema para ser discutido na reunião de condomínio.

- O condômino que está sofrendo o incômodo de ter a passagem de seu carro bloqueada pelo carro do vizinho, por exemplo, pode notificar o condomínio para que isso não aconteça mais. Em caso do descumprimento, pode ser movida ação competente para obrigar ao condomínio que dê uma solução ao caso o quanto antes.

Caso o problema não seja resolvido na reunião de condomínio, a única coisa a fazer, segundo ele, é entrar com uma ação no Juizado Especial Cível. Ele ressalta, no entanto, que um caso na Justiça pode levar de seis meses a um ano para chegar a um resultado.

Fonte: ADEMI

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Governo quer criar registro único para débitos de imóveis

Folha de São Paulo, Juliana Rocha, 11/mar

Para reduzir os riscos da compra de imóveis no Brasil, o governo pretende enviar ao Congresso um projeto de lei para criar um mecanismo que concentre em um único registro todas as dívidas e ônus de um imóvel.

Segundo o secretário de Política Econômica do Ministério da Fazenda, Bernard Appy, outra prioridade será estimular o desenvolvimento de modalidades de seguros imobiliários no país.

Fonte: ADEMI

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Investidor Profissional compra 60% da Casa Show

Valor, Catherine Vieira e Francisco Góes, 11/mar

A gestora de recursos Investidor Profissional (IP) fechou a compra de 60% da rede varejista de material de construção Casa Show, que tinha 100% do capital nas mãos do grupo Sendas, também fundador do negócio.

A compra ocorreu por meio de um fundo de investimento em participação (FIP, também conhecido como ‘private equity’ no jargão do mercado), que, como costuma ocorrer nesse formato, deve investir na gestão da empresa e na expansão dos negócios, do qual o grupo Sendas continua a deter 40% e participação no conselho. Osdois sócios confirmaram o fechamento do negócio, mas não quiseram informar detalhes da operação, como o valor envolvido.

A Casa Show foi fundada em meados da década de 80 e tem oito lojas no estado do Rio de Janeiro, onde lidera o segmento de venda de material de construção. Uma das primeiras novidades com o novo investidor já é visível na administração da rede, que passa a ser comandada pelo executivo Arthur Negri, ex-Blockbuster e Fininvest. .

De acordo com informações da IP, a idéia é aumentar a eficiência do negócio e explorar os ganhos que podem advir tanto do segmento de material de construção por conta da expectativa de aumento da renda e também da intensa atividade na construção civil como também o setor de financiamento ao consumo que tem sido explorado por redes varejistas. O novo presidente, Arthur Negri, tem experiência tanto no varejo quanto no crédito.

As oito lojas da rede Casa Show, de acordo com informações da empresa, comercializam cerca de 45 mil itens diferentes e somam uma área conjunta de cerca de 23,4 mil metros quadrados. A rede foi fundada pela própria família Sendas, que também era dona do grupo de supermercados homônimo, hoje sob controle do grupo Pão de Açúcar. Os dois negócios porém são independentes e os Sendas continuavam a deter 100% da rede Casa Show até a venda, agora, de 60%, para a IP.

Administradora de recursos de terceiros independente, a IP começou suas atividades na década de 90, investindo na formatação de fundos de investimento em açôes de companhias abertas que ofereciam potencial de gerar valor no longo prazo com melhorias de governança e gestão. No último ano, começou a fazer investimentos também em companhias fechadas, por meio de fundos de participação, como foi o caso da Mílls, empresa ligada ao setor de construção.

Fonte: ADEMI

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O Mapa das construções do Rio

O Dia, Jan Theophilo, 11/mar

O carioca Reynaldo Barros, 54 anos, ocupa desde 2003 a presidência do Crea-RJ. Ele é o responsável por implementar um novo sistema de geoprocessamento que dará um controle maior à fiscalização. Os fiscais, munidos de palmtops, estão fazendo um mapeamento detalhado das construções no estado. “Queremos aproximar mais a população do conselho”, diz.

Fonte: ADEMI

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Garantia estendida

Valor, 11/mar

A C&C Casa e Construção, rede varejista de materiais para construção, reforma e decoração do País, lançou a garantia estendida para diversos itens vendidos nas lojas. A garantia estendida fornece proteção de um a quatro anos além do prazo oferecido pelo fabricante, de acordo com o plano contratado pelo cliente. Cerca de 2 mil itens das linhas branca, marrom, eletroeletrônicos, eletroportáteis.

Fonte: ADEMI

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Governo quer criar cadastro único de imóveis

Jornal do Commercio, 11/mar

O governo quer adotar novas medidas para incentivar o mercado imobiliário. O secretário de Política Econômica do Ministério da Fazenda, Bernard Appy, disse ontem que no primeiro semestre o governo deve encaminhar ao Congresso projeto de lei para criar cadastro único de imóveis em todo o País. O cadastro tornará mais rápidas e seguras as transações imobiliárias.Appy informou que o governo sugeriu ao setor privado a criação de um fundo para dar liquidez à negociação de títulos lastreados em financiamentos imobiliários.

Fonte: ADEMI

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Consórcio imobiliário já tem 470 mil participantes

Extra, Vinicius Segalla, 11/mar

Comprar uma casa pronta para morar com até 15 anos para pagar, sem juros e utilizando o FGTS. É por conta destas condições que mais de 470 mil brasileiros estão hoje filiados a algum tipo de consórcio imobiliário. Este modelo de crédito vem ganhando espaço no país: o número de consorciados cresceu 17,6% em 2007 e deve subir mais 15% em 2008.

Embora tenha lá suas vantagens, é preciso fazer bem as contas antes de optarpor essa modalidade de compra. Somando os valores cobrados a título de taxa de adesão, taxa administrativa, seguro de vida e outros encargos, o imóvel fica, em média, de 18% a 23% mais caro, de acordo com a Associação Brasileira de Administradoras de Consórcios (Abac). Existe, ainda, a correção monetária, feita pelo Índice Nacional da Construção Civil.

Além disso, caso o consorciado não tenha condições de oferecer lances ao longo dos meses, ele corre o risco de só receber seu imóvel após anos pagando antecipado.

O consórcio não é para quem tem urgência em tomar posse do imóvel. Para este público existe o financiamento, que empresta dinheiro e cobra juros explicou Vítor Bonvino, vice-presidente da Abac.

Perfil

Para ele, o perfil de quem procura o consórcio é o de um poupador, alguém que vai depositando mês a mês, a fim de garantir uma casa para o futuro, a um preço acessível. Já o financiamento é a opção do tomador de crédito que queruma casa para morar imediatamente e não tem dinheiro para comprar à vista.

Os prazos máximos do consórcio imobiliário costumam ser de 12 anos, mas há opções mais alongadas, como no Itaú, que oferece grupos de até 15 anos. No Bradesco, líder do segmento, com 27,3% de participação, o prazo máximo é de 12 anos, mas o banco garante que não é difícil obter o imóvel antes disso:

Contemplamos, no mínimo, três consorciados por mês contou Hélio Dias, superintendente geral de consórcios do banco.

Fonte: ADEMI

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O Sinduscon-Rio

O Globo, Flávia Oliveira, 11/mar

O Sinduscon-Rio vai comemorar seus 90 anos em 2009 promovendo o 81 o Encontro Nacional da Indústria da Construção. Desde 1995, o Rio não sediava o evento.

Fonte: ADEMI

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Novo comando

Jornal do Commercio, Renata Leite, 11/mar

Luiz Carlos Siciliano retorna à Gafisa, após um ano e nove meses atuando na Coca-Cola como diretor de logística e novos negócios. Ele assume a operação da construtora e incorporadora no Rio de Janeiro e terá como desafio expandir a presença da empresa no estado com foco na criação de projetos inovadores e na excelência no atendimento ao cliente. Com formação em finanças pelo Ibmec/RJ, o executivo foi responsável pela estruturação das áreas de vendas e marketing da Gafisa, antes de a empresa abrir capital na Bolsa de Valores de São Paulo, em fevereiro de 2006.

Fonte: ADEMI

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Mais cedo

Jornal do Commercio, Marcia Peltier, 11/mar

A Secretaria do Patrimônio da União antecipará a cobrança de taxas para quem ocupa imóvel público. As 430 mil guias que serão emitidas no segundo semestre deste ano vencerão em janeiro de 2009 e não mais em junho, como sempre ocorreu. Desde já vai ter gente chiando.

Fonte: ADEMI

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