Arquivo de 7 de Março de 2008

Ganho em condomínio é declarado como salário

Extra, Danielle Abreu, 06/mar

Os moradores que têm ganhos com aluguéis de áreas comuns nos prédios onde moram como o terraço para antenas de celular ou a lateral para outdoors devem informar esse rendimento no mesmo campo da declaração de Imposto de Renda em que registram o salário recebido ao longo do ano anterior. Segundo o auditor fiscal da Receita Federal no Rio, Leônidas Quaresma, em geral, trata-se de um1 montante pago por pessoa jurídica que deve ser informado no campo de rendimentos recebidos.

Se uma empresa de celular aluga o terraço do prédio para a instalação de uma antena, por exemplo, o condómino deve informar o nome e o CNPJ da firma locatária, o valor que recebeu por isso durante o ano e o valor retido na fonte, se houver disse o auditor fiscal.

Informação

O vice-presidente de condomínios do Secovi Rio, Leonardo Schneider, disse que as administradoras, em geral, estão incluindo nos relatórios anuais enviados aos moradores os valores recebidos pelo aluguéis dos espaços comuns.

Segundo ele, em 90% das vezes, a renda é indireta para o condômino, uma vez que vem descontada do valor da cota condominial paga mensalmente.

De acordo com Schneider, dos 20 mil condomínios do Rio, cerca de 400 alugam espaços para terceiros.

Fonte: ADEMI

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Casa própria

O Globo, Ancelmo Gois, 06/mar

O que se diz no mercado imobiliário é que a administradora de recursos Tarpon Investment Group comprou 25% da construtora mineira Direcional, do empresário Ricardo Valadares. Coisa de R$ 250 milhões.

Fonte: ADEMI

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Barracos estão até 30% mais caros

O Globo, Cláudio Motta, 06/mar

As obras do PAC sequer começaram e já estão dando lucro para vendedores de imóveis que atuam em Manguinhos, no Complexo do Alemão e na Rocinha. A perspectiva de melhorias nas comunidades como saneamento, abertura de ruas, escolas, creches e arborização aumenta a procura por moradias nesses locais. Por causa disto, os preços subiram até 30%.

Mesmo os aluguéis estão ficando mais caros, de acordo com Erivaldo Lira, presidente da Associação de Moradores de Manguinhos.

Os donos de casas em ruas que serão alargadas ou terão muitos benefícios, como a Gil Gafrée, já estão avisando que vão aumentar o aluguel. Quem cobra R$ 200 pedirá até R$ 260. Quem tem um barraquinho que valia R$ 5 mil agora está pedindo R$ 7.500 disse Erivaldo Lira.

Não são apenas os novos moradores que agitam o mercado. Durante as obras, 6.408 casas serão demolidas, de acordo com a Secretaria estadual de Obras. Grande parte desses proprietários não deve sair das comunidades. E 1.197 deles terão o dinheiro das indenizações para comprar suas casas.

O próprio governo do estado será um dos grandes compradores de casas. A previsão é de que 389 sejam oferecidas como permuta para os moradores que terão casas derrubadas.

Tanta movimentação de compra e venda é considerada uma grande oportunidade de negócios para Adelino Azevedo. Ele circula por Manguinhos com uma escada de metal e dezenas de cartazes manuscritos com a propaganda de seus serviços: “Quer vender sua casa? Tratar com Adelino”. Otimista, acredita que o preço dos imóveis subirá até 50%.

É como carro velho, você faz uma boa reforma e o preço dobra. Por isso as casas ficarão cada vez mais valorizadas. As pessoas já estão ansiosas para vender por outro preço. Quem pedia R$ 10 mil já está pedindo mais R$ 3 mil em cima. Todos estão trabalhando com preços maiores pensando nas melhorias das obras disse.

Procura cresce apesar dos preços mais altos Apesar do aumento dos preços, Adelino afirma que a procura por casas é crescente em Manguinhos: Vendo rápido. Estou com apenas uma casa para oferecer.

O aumento dos preços das casas é um dos fatores que aumentam o temor de Maria Lopes de ficar sem ter onde morar depois que sua casa for derrubada pelas obras: Não quero deixar de morar na comunidade e tenho medo que a indenização não dê para comprar outra.

Fonte: ADEMI

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Casa Cor Office será lançado ainda este ano

O Globo, 06/mar

O Casa Cor, maior evento de arquitetura e decoração da América Latina, terá uma versão voltada a escritórios no segundo semestre o Casa Cor Office. A exposição, ainda sem local definido, foi anunciada pelo novo presidente da marca, João Dória Jr., que adquiriu o Casa Cor com o Grupo Abril. O valor do negócio não foi revelado.

Estamos de olho no crescimento do mercado imobiliário de escritórios de médio e grande porte afirmou.

Os grupos formaram uma joint venture, e cada um levou 50%. A administração ficou com a Doria Associados. O Casa Cor pertencia desde 2001 a um fundo administrado pelo Pátria Investimentos.

Havia rumores de que o publicitário Nizan Guanaes estivesse interessado.

A aquisição também incluiu os eventos Casa Hotel e Boa Mesa. Criado em 1987, o Casa Cor tem hoje 13 franquias no Brasil e três no exterior. (Mariana Schreiber)

Fonte: ADEMI

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Gafisa eleva receita em 77% para R$ 1,17 bilhão em 2007

Gazeta Mercantil, 06/mar

A incorporadora e construtora Gafisa elevou em 77% sua receita líquida no ano passado, para R$ 1,17 bilhão, em comparação ao exercício anterior. As novatas FIT Residencial e Bairro Novo, joint-venture com Odebrecht, ainda não tiveram participação relevante no caixa, mas representaram um volume de lançamentos de R$ 238 milhões no quarto trimestre, no montante de R$ 1,03 bilhão lançados no período.

O lucro por ação (ajustado), saltou de R$ 0,76 para R$ 1,15 - com o impacto dos gastos da oferta de ações, os dividendos dos acionistas ficam em R$ 0,87 por ação.

A margem bruta da empresa melhorou de 29,8% para 32% no acumulado do ano, alavancada pela margem de 36,1% nos três últimos meses. Entretanto, a expectativa é um impacto a partir do segundo semestre deste ano, conforme os executivos, com o aumento de participação dos empreendimentos econômicos no volume de negócios.

“A margem teórica de FIT está entre 28% e 30%, ainda incerta por serem lançamentos recentes. Mas como os produtos econômicos passarão a ter participação maior no segundo semestre ou 2009 podem puxar para baixo a margem bruta”, pondera Wilson Amaral, CEO da Gafisa. Dos R$ 3 bilhões em lançamentos previstos para o ano, R$ 700 milhões estarão no segmento, sendo cerca de 60% sob a subsidiária FIT.

A crítica de analistas como Marcelo Telles, do Credit Suisse, e Rafael Peruzzo, da Itaú Corretora, resvala sobre a margem Ebtida, que indica o percentual da receita que de fato vira lucro. A Gafisa encerrou o ano com margem Ebtida de 15,7%. Concorrentes como a Rossi Residencial, que já consolidou o balanço do ano passado, encerrou o exercício com margem Ebitda de 18%, um crescimento de 5,5 pontos percentuais em relação a 2006 - ainda que com um valor Ebtida (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) inferior, de R$ 132 milhões. A Cyrela Brazil Realty acumulava nos noves meses do ano margem Ebtida de 26,1%.

Mas o diretor financeiro da Gafisa, Alceu Duílio Calciolari, explica que a empresa fez alterações contábeis que impactaram esse resultado, aproximando-se cada vez mais das regras da Lei SOX. “A Gafisa adota normas contábeis que a deixa como a mais conservadora empresa do setor, então as comparações com margens de outras incorporadoras são distorcidas. Um exemplo claro é que não diferimos as despesas de venda, como a indústria em geral faz”, afirma o diretor. “Essas diferenças chegam a tomar entre 3% e 3,5% da nossa margem, mas o benefício vai aparecer logo adiante e as demais empresas terão que seguir essa padronização.”

Otimista com o cenário de 2008, Amaral ressaltou que a incorporadora tem em andamento 118 projetos em 15 estados - além de um banco de terrenos no valor de R$ 10,2 bilhões.

Fonte: ADEMI

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Goldman e Rio Bravo fazem parceria

Valor, Maria Christina Carvalho, 06/mar

O Goldman Sachs acaba de fechar uma parceria com a Rio Bravo Crédito que marca sua entrada no crédito imobiliário no Brasil. Uma primeira operação piloto foi assinada há uma semana, envolvendo a securitização do financiamento de imóveis residenciais para a classe média baixa em Porto Alegre.

O presidente do Goldman Sachs do Brasil Banco Múltiplo S.A., Valentino D. Carlotti, havia anunciado ao Valor a intenção de desenvolver os negócios de securitização de hipotecas no país, em setembro do ano passado, em sua primeira entrevista à imprensa brasileira.

A chegada de um gigante como o Goldman é um marco na securitização de crédito imobiliário, que deslanchou no país após a criação da figura da alienação fiduciária de imóveis, agilizando a retomada das garantias. A expectativa é que esse mercado vai crescer cada vez mais, à medida que se aproxima a elevação do risco do país para grau de investimento.

Segundo o diretor da Rio Bravo, Marcelo Michalua, não há risco de o Brasil repetir a crise americana das hipotecas de alto risco (subprime). “As lições estão sendo apreendidas”, disse Michalua. Além disso, o especialista argumentou que o mercado de crédito imobiliário brasileiro ainda é muito pequeno e mal atende o cliente prime. Ao final de 2007, o estoque de crédito imobiliário era de R$ 42,6 bilhões para um total de R$ 932,3 bilhões em operações de crédito no sistema financeiro.

O mercado de hipotecas é um dos grandes negócios do Goldman Sachs nos Estados Unidos, reunindo pouco mais de US$ 50 bilhões em ativos, de acordo com o balanço de 2007, disponível no site da instituição. Apesar disso, o banco passou relativamente incólume pela crise dos papéis subprime.

Nos Estados Unidos, o Goldman Sachs negocia para clientes e para posição própria títulos relacionados a hipotecas residenciais e comerciais e produtos de crédito, títulos securitizados e derivativos, além de originar hipotecas.

No Brasil, a intenção é recorrer a empresas especializadas como a Rio Bravo, que obtenham os crédito imobiliários junto aos incorporadores. O foco inicial é a hipoteca residencial, inclusive para a baixa renda, não só no eixo Rio-São Paulo. Mas, não estão descartadas as comerciais.

A Rio Bravo Crédito é um braço de securitização e crédito estruturado da administradora de capital de risco e recursos de terceiro Rio Bravo, fundada em 2000.

Pelo modelo da parceria com a Rio Bravo, a empresa brasileira fez o contato com os incorporadores gaúchos, analisou e selecionou os créditos, originou os recebíveis e os “empacotou”, harmonizando vencimentos e taxas. Os títulos foram então repassados ao Goldman Sachs.

Esse primeiro lote de recebíveis ficou entre os ativos do banco, mas o objetivo é repassá-los a investidores institucionais, na forma de certificados de recebíveis imobiliários (CRIs), assim que houver uma massa crítica maior. O alvo do Goldman Sachs são os investidores locais mas os papéis poderão ser vendidos no exterior.

Michalua, afirmou que o potencial da parceria é “enorme”, tendo em vista o déficit habitacional brasileiro estimado em 8 milhões de residências.

A Rio Bravo entra com a experiência de originação de títulos securitizados, passando pela análise e padronização dos créditos. O Goldman Sachs, com a capacidade financeira para comprar os títulos e sua máquina de distribuição a investidores locais e externos.

Fonte: ADEMI

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BR Brokers compra

Valor, 06/mar

A BR Brokers anunciou a aquisição de 100% da imobiliária paulista Frema por R$ 30 milhões. Cerca de 50% deste valor será pago em dinheiro aos acionistas da Frema em três parcelas, que vencem em 2010. Os outros 50% restantes serão pagos por meio de ações da BR Brokers, também em três parcelas.

Fonte: ADEMI

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Gafisa Cresce

Valor, 06/mar

A Gafisa registrou receita líquida de R$ 1,17 bilhão no exercício de 2007, um aumento de 77% em relação ao ano anterior. O lucro líquido da companhia fechou em R$ 143 milhões, uma expansão de 89% quando comparado ao exercício de 2006. O volume de lançamentos atingiu R$ 2,2 bilhões, aumento de 122% em relação a 2006. Apesar disso, ontem os papéis da empresa tiveram a segunda maior queda do Ibovespa, fechando com redução de 3,98%.

Fonte: ADEMI

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Moody’s prevê expansão do setor imobiliário no Brasil

Valor, Juliana Cardoso, 06/mar

A indústria de construção civil brasileira deve registrar crescimento sólido nos próximos anos, avalia a agência Moody’s Investors Service. “A combinação de mudanças estruturais, demografia favorável e demanda reprimida prenunciam uma boa atividade para a indústria de construção nos próximos anos”, destacou o analista da Moody’s, Soummo Mukherjee.

Para o analista, apesar do bom momento, o mercado de construção do Brasil permanece xtremamente fragmentado, o que deve estimular o movimento de consolidação no setor. “Diante da alta necessidade de financiamento, de um ambiente difícil para levantar capital e das vantagens de escala no negócio, a Moody’s espera ver uma série de fusões e aquisições no setor nos anos à frente”, afirma Soummo Mukherjee.

Mukherjee acrescentou que a condução do governo para abrandar a regulamentação em diversas frentes em meio à melhoria no ambiente macroeconômico e um grande déficit habitacional “levaram a uma disponibilidade maior de financiamento de hipotecas para compradores de imóveis” nos últimos anos. O analista também notou um aumento do interesse de bancos e construtoras para melhorar a oferta de financiamento.

As empresas do setor, no entanto, podem sofre alguns percalços, principalmente as menores “As condições atuais de mercado podem também restringir a liquidez e a qualidade do crédito para algumas construtoras que vão precisar de recursos como capital de giro”, acrescentou o analista da Moody’s.

Fonte: ADEMI

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Cyrela coloca em operação sua quarta empresa para baixa renda

O Valor, Yan Boechat, 06/mar

Sem ter uma empresa própria para atuar exclusivamente no segmento de baixa renda, a Cyrela vem reforçando sua estratégia de criar joint-ventures para atacar as concorrentes, que crescem na mesma rapidez que o crédito imobiliário se espalha entre as camadas mais pobres da população. Neste mês começa a operar de fato uma uma nova aposta da companhia, a Cytec, criada em parceria com dois sócios da Tecnum, que já prestavam serviços à Cyrela há alguns anos

Voltada exclusivamente para a baixa renda, a Cytec pertence quase integralmente à Cyrela - 25% das ações ficaram com os donos da Tecnum. Apesar de não revelar quanto está investindo em sua nova cria, a Cyrela tem planos ambiciosos para sua nova cria. Só no primeiro ano de operação, a Cytec deve lançar R$ 700 milhões em casas e apartamentos com preços de até R$ 150 mil. “Não pretendemos fazer nenhuma operação de dívida para crescer, não temos problema de capital”, diz Ricardo Luna, diretor de incorporações da Cytec, que sempre atuará junto com a Living, a marca da Cyrela para baixa renda. “Os planos são ambiciosos, estamos nascendo para lutar pela liderança desse segmento”, diz o executivo.

A Cytec junta-se a outras três empresas da Cyrela voltadas exclusivamente para o segmento de baixa renda com atuação primordial no Estado de São Paulo. A companhia também tem o controle da Plano e Plano (79% das ações), da Consima (80% das ações) e da Cury (50% das ações). Apesar de atuarem em segmentos distintos sob a ótica da Cyrela, o fato é que as três, e agora a Cytec, concorrem entre si. Todas estão voltadas, com produtos levemente distintos, para a emergente Classe C, que se tornou um dos principais alvos das incorporadores desde o ano passado.

A estratégia da Cyrela de operar com diferentes empresas para atuar em um mesmo mercado tem dado resultado, ao menos no que diz respeito ao volume de lançamentos da companhia. No acumulado dos nove primeiros meses do ano foram colocados no mercado R$ 308 milhões em casas e apartamentos sob a marca Living. Isso inclui os lançamentos que a própria Cyrela fez, algo como 30% desse total, o equivalente a sua participação em suas empresas independentes. A Rossi e a Gafisa, empresas que junto com a Cyrela compõem o grupo das três grandes do setor no país, tiveram menos lançamentos em todo o ano de 2007 no segmento econômico.

Mesmo com operações tão descentralizadas, a Cyrela não pretende unificar suas crias voltadas para a baixa renda. “Não temos a menor intenção de fazer isso, a Living já é o guarda-chuva que coordena essas operações e a coisa está funcionando.”, diz Antônio Guedes, diretor de novos negócios da Cyrela.

O grande desafio da companhia parece ser administrar o ímpeto de seus parceiros. Ricardo Luna, da Cytec, “Não colocamos freios nas operações, quem estiver crescendo receberá nosso apoio”, diz Guedes. “Mas tudo é feito com o pé no chão, sempre com muito cuidado”. A Cytec, por exemplo, quer se expandir nacionalmente no ano que vem. Mas deve enfrentar problemas para atuar nos estados onde a Cyrela tem parcerias. “Temos acordos já estabelecidos e não podemos viola-los”, diz Guedes.

Fonte: ADEMI

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