Explosão: estado e Crea devem fiscalizar prédios
Sexta, 29 de Fevereiro de 2008 às 08:46 admin | Enviar por e-mail Hits para esta publicação: 517
O Globo Online, Ruben Berta e Waleska Borges, 28/fev
Representantes do governo estadual e do Crea-RJ devem se reunir nas próximas semanas para discutir uma estratégia conjunta de fiscalização de prédios na cidade, de acordo com reportagem publicada na edição desta quinta-feira do jornal “O Globo”. Nesta quarta-feira, um dia após a explosão que deixou nove feridos num edifício no Centro , o governador Sérgio Cabral pediu união entre o poder público e entidades da sociedade civil para evitar novos acidentes:
- O problema é estadual, municipal, federal. No caso da fiscalização predial, acho que o Crea podia nos auxiliar, junto com os bombeiros, a Secretaria municipal de Urbanismo, todos juntos numa ação.
O presidente do Crea, Reinaldo Barros, viu com bons olhos a proposta. Ele disse que enviou um e-mail a Cabral propondo uma reunião para decidir ações de fiscalização.
Peritos do ICCE fizeram nesta quarta uma vistoria no prédio 95 da Rua Regente Feijó e em edifícios do entorno. O resultado será divulgado em 30 dias. O prédio onde ocorreu a explosão e outros quatro edifícios da Rua Senhor dos Passos continuam interditados. Peritos criticaram o fato de os bombeiros terem retirado botijões e cilindros do local. O Corpo de Bombeiros alega que a remoção foi feita por questão de segurança. No prédio, a Defesa Civil encontrou 15 botijões e cilindros de gás .
Dos nove feridos, cinco continuam internados
Cinco dos nove feridos continuam internados nos hospitais Souza Aguiar, Marcílio Dias e do Andaraí. A situação mais crítica é a de Renato Santiago dos Santos, de 43 anos, que teve 85% do corpo queimados e respira com a ajuda de aparelhos. Ele é outro sócio da oficina de bijuterias.
Marizete Monteiro da Silva, de 39 anos, auxiliar administrativa da oficina que foi arremessada para fora do prédio com a explosão, já estava em casa ontem. Ela disse que estava telefonando no momento do acidente. Como sua queda foi amortecida por um toldo, Marizete sofreu apenas um corte na cabeça, além de queimaduras numa das pernas. Marizete não culpa os donos da oficina onde trabalhava há 20 anos. Ela disse que havia uma preocupação constante com a presença de gás na sala:
- Todos os dias, quando chegávamos de manhã, tínhamos a orientação de abrir as janelas antes de acender a luz.
Fonte: ADEMI
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