Arquivo de 22 de Fevereiro de 2008
Gazeta Mercantil, 22/fev
Dubai tem opção de investimento imobiliário para todos os bolsos cheios. Com projetos suntuosos e simultâneos, a cidade tem atraído recursos do mundo inteiro e quer seduzir também os brasileiros que podem arcar com imóveis entre US$ 300 mil e US$ 40 milhões.
O momento é adequado. Conforme levantamento divulgado pela consultoria The Boston Consulting Group (BCG), o número de milionários no país aumentou em 60 mil pessoas somente no último ano, totalizando 190 mil milionários no território nacional. O aquecimento do mercado de capitais e alta de investimentos estrangeiros nas empresas brasileiras, turbinando negócios e os salários dos alto executivos, atrelados a desempenho operacional.
“Muitos presidentes de companhias, investidores individuais ou institucionais já têm empresas off-shore, assim como acontece na Inglaterra e Suécia”, avalia Cecília Reinaldo, a brasileira que comanda a High Society nos Emirados Árabes. Numa carteira de clientes que inclui bancos de investimentos e jogadores de futebol, a empresa imobiliária realizou vendas no volume de US$ 400 milhões (cerca de 1,4 bilhão de dirhans, moeda oficial dos Emirados) - com comissões que variam de 2% a 3%, registrou receita superior a US$ 10 milhões.
O interesse dos brasileiros já tem sido crescente, especialmente nos últimos seis meses, segundo a executiva, que tem sido procurada por construtoras e investidores. “Ajuda muito ter um vôo direto”, pondera, referindo-se à linha da Emirates Airlines.
A valorização dos imóveis em Dubai é enorme ainda na planta e por isso tão sedutora. No The Palm, complexo formado por três palmeiras com ilhas construídas para abrigar casas de alto padrão com marinas individuais, uma casa de três quartos poderia ser comprada há três anos por US$ 300 mil - hoje é negociada por 500% a mais. “É um projeto que chamou muita atenção dos estrangeiros e foi todo vendido. A terceira palmeira ainda não foi montada e já está comercializada por completo”, conta Cecília, uma das responsáveis pela venda do projeto.
A maior pechincha negociada hoje ali são apartamentos de um dormitório com área privativa de 100 m - espaço que, no Brasil, abrigaria pelo menos três quartos -, por pouco mais de US$ 500 mil. E o mais caro? “O céu é o limite”, responde Cecília. Para as casas com área superior a 1 mil m e praia particular, os valores ultrapassam US$ 10 milhões.
Mesmo para locação, a rentabilidade é atrativa, hoje da ordem de 20% ao ano. “A vantagem é que o pagamento não é mensal, mas anual e, em caso de inadimplência, o caso não é levado para a Corte. É só chamar a polícia”, afirma a executiva. Aliás, é na legislação que os investidores encontram seu porto seguro.
Outros projetos megalomaníacos compõem o portfólio de Dubai, como a Dubailand, que terá o dobro do tamanho da Disney World; o complexo esportivo com 7,5 km de área incluindo arenas para futebol, tênis, golfe, hotéis e serviços; o “The World”, composto por 300 ilhas artificiais (negociadas individualmente por US$ 6,2 milhões a US$ 36,7 milhões) e que na visão aérea replicam o mapa mundial; além do Hydropolis, hotel completamente submerso no mar e suítes com paredes de vidros para visão do oceano.
A High Society, para aproveitar a ebulição do mercado, vai partir para incorporação de empreendimentos comerciais. Este ano serão três projetos. “Teremos participação de 20% em cada um deles, cujos terrenos já foram adquiridos na região onde será construído o The Burs Dubai, que será a torre comercial mais alta do mundo compondo a baía de negócios que os árabes esperam ser a nova Manhattan”, conta.
Legislação favorável
Alterações legislativas nos últimos 10 anos ajudaram a alavancar os negócios imobiliários dos Emirados Árabes Unidos. Até 2002, o estrangeiro não podia ter posses nos Emirados. As compras eram feitas como um aluguel de longo prazo, como contratos com duração de 99 anos, mas sem a certidão de propriedade.
“Isso deixava os investidores estrangeiros muito inseguros em fazer negócios no país. Mas em 2002 foi assinado um decreto pelo sheik Mohammed bin Rashid Al Maktoom para o freehold, permitindo a posse”, explica ela. Dubai foi mapeada em áreas onde se pode adquirir terras e imóveis (free zones), inclusive livres de impostos e taxas internacionais e locais.
“As transações registradas em Dubai eram focadas no mercado interno, então a High Society se estruturou para compra e venda de imóveis dali no exterior, para fundos de investimento e públicos já acostumados a comprar segunda residência, como os ingleses”, explica.
Cecília entrou no negócio por acaso. Formada em relações internacionais com MBA em marketing, foi visitar a mãe que se mudou para Dubai e acabou apaixonando-se pelo lugar. “Fui passar férias e não voltei mais”, conta. Foi contratada para a área internacional da Sadia, trabalho que durou dois anos, mas se despertou para a ebulição do mercado imobiliário.
“Hoje os investidores sabem que, apesar ser um país muçulmano, os Emirados não são camelos, areia e guerra”, diz. “Dubai é uma cidade extremamente segura, onde se pode andar carregado de ouro, pode usar bermuda, o estrangeiro não sente que está num país islâmico, mas tem regras claras que deve conhecer”.
Como é regido pela Sharia, que não divide direito (seja para árabes ou estrangeiros) ou religião, o investidor deve saber por exemplo que, no caso de morte, os bens são transferidos para o irmão, e não para a esposa. “Por isso é indicado que os investidores façam testamentos já na compra do imóvel”, exemplifica.
Fonte: ADEMI
Sexta, 22 de Fevereiro de 2008 às 09:08
admin
Valor, Maria Christina Carvalho, 22/fev
Ampliar a carteira de crédito além do esperado pela média do mercado financeiro e fechar o ano com pelo menos 900 mil cartões emitidos são algumas das metas do Banco Votorantim para este ano, além da entrada na área do crédito imobiliário.
Em apenas 16 anos de existência, o Votorantim conquistou o posto de quarto maior banco privado nacional, em ativos, de acordo com o ranking do Banco Central (BC). Uma vigorosa expansão do crédito em ritmo digno dos bancos pequenos e médios que abriram o capital recentemente garantiu o aumento de 15,1% do lucro líquido, passando de R$ 1,01 bilhão em 2006 para R$ 1,163 bilhão em 2007. O retorno sobre o patrimônio líquido de R$ 6 bilhões no final do período foi de 19,4%.
A carteira de crédito total, excluindo avais e fianças, cresceu 59,1% para R$ 26,7 bilhões, acima do ritmo de crescimento de 17,1% dos ativos totais que fecharam o ano em R$ 66 bilhões. O desempenho foi puxado pelas operações com pessoas jurídicas, que cresceram 69,8% para R$ 10,3 bilhões; já a carteira de pessoa física não ficou muito atrás e registrou expansão de 53,1% para R$ 16,4 bilhões.
As metas para este ano são ainda mais ousadas, segundo o vice-presidente Milton Roberto Pereira: ampliar o crédito em 35% a 40%, puxado pelos negócios com empresas médias, que prometem avançar 150%. Já as operações com pessoas físicas devem crescer 35%.
Em 2006, o Votorantim ampliou o foco das operações com pessoas jurídicas, tradicionalmente direcionado para o “large corporate”, de grandes empresas, passando a trabalhar com companhias com faturamento anual de R$ 20 milhões a R$ 700 milhões, que inclui o middle market e grandes empresas. Os negócios com a nova faixa triplicaram de R$ 1 bilhão para R$ 3,3 bilhões em 2007.
Mas a maior fatia da carteira de crédito está concentrada em operações de varejo. Cerca de 80% são financiamentos de veículos, distribuídos em 25 mil lojas credenciadas, que levam a BV Financeira a reivindicar fatia de 16% do mercado. O o restante é consignado e crédito pessoal.
A BV Financeira ampliou sua base de clientes, de 1,75 milhão em 2006 para 2,8 milhões de clientes ativos em 2007. A essa carteira de clientes está sendo oferecido o cartão de crédito lançado em agosto. Pereira espera terminar o ano com 900 mil cartões emitidos.
O banco ressaltou que, mesmo com a expansão da carteira, a qualidade foi mantida, com o percentual do crédito classificado entre AA e C em 97,1% do total, em comparação com 96,4% no mesmo período de 2006.
Pereira descartou qualquer interesse do banco em abertura de capital e lançamento de ações. O banco está bem capitalizado, explicou. O patrimônio de R$ 6 bilhões garante um índice da Basiléia de 15,2%, que vai subir para 17,4% com a recém aprovada emissão de R$ 1,1 bilhão em CDB subordinado. Além disso, os recursos totais captados junto a terceiros aumentaram 17,2%, de R$ 31,3 bilhões em dezembro de 2006, para R$ 36,7 bilhões, entre depósitos e outros recursos.
Fonte: ADEMI
às 09:07
admin
Valor, Yan Boechat, 22/fev
Depois de quase um ano estudando o mercado imobiliário brasileiro, o grupo de private equity Carlyle, com ativos globais de mais de US$ 75 bilhões, se prepara para desengavetar seus projetos de investimentos no país, que devem consumir quase R$ 500 milhões nos próximos 18 meses. A companhia acabou de fechar uma parceria com o grupo Fibra , controlado pela família Steinbruch, para construir um novo edifício de escritórios no coração do centro do Rio, na esquina das ruas São Bento e Acre, quase esquina com a Avenida Rio Branco.
Este será o primeiro empreendimento imobiliário em que o Carlyle investe no Brasil. No ano passado, a companhia comprou, por US$ 70 milhões, participação relevante na Scopel, uma empresa especializada em condomínios residenciais. “Mas aquela foi uma exceção, atuaremos basicamente no desenvolvimento de projetos imobiliários, em especial os residenciais e shopping centers”, afirma Eduardo Machado, presidente da divisão de “real estate” (imóveis) do grupo para a América Latina.
O foco da Carlyle será, mesmo, em empreendimentos como este que acaba de fechar com o Fibra. Quer ser o principal investidor capitalista em projetos que sejam desenvolvidos desde a concepção. No caso da parceria com o Fibra, o Carlyle será dono de 90% do negócio. O parceiro vai desenvolver o projeto, gerenciar as obras e entrar com 10% do investimento total.
“Este modelo, salvo exceções, deve pautar toda a estratégia dos investimentos imobiliários do grupo na América Latina, em especial no Brasil. Raros serão os casos em que o Carlyle irá adquirir ativos já prontos”, afirma Machado, sem revelar o quanto investirá no projeto carioca que deve ter as obras iniciadas ainda este ano.
Apesar de estarem na lista de investimentos potenciais do Carlyle, os prédios de escritórios não serão uma prioridade para o grupo. Os investimentos estarão mais concentrados no segmento residencial, principalmente àquele voltado para a classe média de grandes cidades brasileiras. Assim como fez com o Fibra, o grupo pretende se tornar o acionista majoritário nos projetos em que entrar e ter um sócio para executá-lo. “Vamos buscar empresas de médio porte, que não estão capitalizadas, para fazermos essas parcerias”, diz Machado. “As grandes têm liquidez e não estão precisando de capital nesse momento”, diz.
Shopping centers e imóveis comerciais também devem absorver uma boa parcela dos cerca de R$ 500 milhões que o grupo quer investir no Brasil nos próximos 18 meses. De acordo com Machado, a idéia é seguir o modelo de ser o principal sócio capitalista nos projetos. “A área comercial e a área residencial vão consumir mais de 50% de nossos investimentos no próximo ano e meio, eles serão nosso principal foco no Brasil”, afirma o executivo.
O Carlyle também quer atuar no segmento de imóveis industriais e condomínios logísticos. O prazo de maturação desses investimentos vai variar de três a cinco anos. “Teremos imóveis de renda, não pretendemos apenas construir e vender. Vamos ter ativos em nosso portfólio. A saída dos investimentos não será imediata.”
Essa é a primeira investida consistente do Grupo Carlyle no segmento imobiliário da América Latina e, principalmente, no Brasil. O segmento de investimentos em imóveis do grupo está concentrado nos Estados Unidos, Europa e Ásia. Hoje a divisão de imóveis (real estate) do Carlyle gerencia quase US$ 10 bilhões em ativos nesses mercados. Os US$ 500 milhões que serão destinados à América Latina representam muito pouco nesse universo, mas Machado acredita que a tendência é de que os investimentos cresçam a médio prazo. “O potencial de crescimento dos principais mercados do continente é muito grande e ainda há muita liquidez”, diz o executivo, que saiu do grupo Fibra antes de ir para o Carlyle.
Fonte: ADEMI
às 09:06
admin
O Globo Online, Vinícius Segalla, 21/fev
Contratar o financiamento imobiliário utilizando a opção de pagamento por débito automático em conta corrente na Caixa Econômica Federal pode render uma economia de R$ 12 mil, no caso de um imóvel de R$ 120 mil, financiado em 20 anos.
O cálculo refere-se a linha com recursos da poupança.
Para casas de até R$ 130 mil, a redução dos juros é menor do que 1% em comparação ao crédito feito com pagamento por carnê (de 9,57% para 8,65%), o que pode levar o mutuário a pensar que a diferença nos valores pagos não será significativa. Mas as contas no papel mostram que a opção pode valer a pena.
- A única desvantagem para o mutuário é que ele não tem como atrasar a parcela, já que o pagamento é debitado de sua conta todos os meses, sempre no mesmo dia - explica Gilberto Braga, economista e professor de finanças do Ibmec.
Para ele, no entanto, a obrigação na pontualidade não é um problema para a maioria dos contratantes, já que a conta da casa própria é a última que o mutuário quer atrasar. E a economia pode ser ainda mais lucrativa:
- Quanto mais longo for o prazo do financiamento, maior é a vantagem do débito em conta - avisa o economista.
A Caixa tem linhas com prazos de até 30 anos.
O desconto nos juros acontece porque o risco do banco de não receber a parcela é menor quando o débito é automático.
- Como um dos componentes das taxas de juros é o ‘fator risco’, é natural que elas caiam quando a segurança do banco fica maior.
Para imóveis na faixa entre R$ 130 mil e R$ 200 mil, a redução na taxa é menor, de 10,48% para 10,03%. Já na faixa entre R$ 200 mil e R$ 350 mil, os juros são de 11,39% e 10,93%.
Fonte: ADEMI
às 09:02
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O Dia, Ricardo Boechat, 21/fev
Uma das maiores propriedades de Búzios, na Região dos Lagos, está trocando de dono. O grupo Klabin Segall comprou de herdeiros do empresário Umberto Modiano oito milhões de metros quadrados na Praia Rasa. Na área existe um campo de golfe, aeroporto e marina com canal exclusivo de acesso. O local vai abrigar um grande empreendimento imobiliário.
Fonte: ADEMI
às 09:02
admin
Monitor Mercantil, 21/fev
A construtora Tenda registrou prejuízo líquido de R$ 6,1 milhões no quarto trimestre de 2007, revertendo o lucro de R$ 2 milhões, obtido no mesmo período do ano anterior. No ano, o prejuízo líquido soma R$ 7,4 milhões contra lucro líquido de R$ 4 milhões na mesma base de comparação.
Sem considerar as despesas não-recorrentes e os gastos com a oferta pública de ações, a companhia, voltada para o segmento de moradia popular, totalizou lucro líquido de R$ 21,5 milhões no quarto trimestre do ano passado e R$ 22,4 milhões de janeiro a dezembro. Com o ajuste, o crescimento na comparação com iguais períodos de 2006 foi, respectivamente, de 971,3% e 459,2%.
A receita líquida no quarto trimestre de 2007 totalizou R$ 147,8 milhões, alta de 428,2% na comparação com o mesmo período anterior. No ano, a receita foi de R$ 239 milhões, valor 231,3% superior a 2006.
O Ebitda ajustado (lucro antes dos juros, impostos, depreciações e amortizações), que também desconsidera as despesas não-recorrentes da preparação para a abertura de capital da companhia, somou R$ 24,2 milhões no quarto trimestre do ano, 467% mais do que no quarto trimestre antecedente. De janeiro a dezembro, o valor acumulado foi de R$ 30,2 milhões, o que representa crescimento de 188% em comparação com 2006.
A Tenda lançou no ano 109 empreendimentos (581% mais que em 2006), dos quais 64 foram realizados no último trimestre. O valor geral de vendas (VGV) desses lançamentos totalizou R$ 1,791 bilhão, quantia 1359% superior, quando comparada com o ano anterior
Fonte: ADEMI
às 09:01
admin
Valor, 21/fev
A Guanandi, empresa do Grupo WTorre voltada para empreendimentos residenciais, contraiu ontem uma dívida de R$ 165 milhões junto ao Banco Votorantim para financiar as operações da companhia. A dívida é conversível em ações e, se assim desejar, o Banco Votorantim poderá passar a deter 25% do capital da empresa. A Guanandi fará seu primeiro lançamento esta semana, um condomínio de 2,6 mil casas em Parauapebas, no Pará. Com essa operação, o endividamento total do grupo WTorre chega a R$ 2,5 bilhões, sendo R$ 1,5 bilhão passíveis de subscrição em ações da empresa.
Silvio Frugoli, diretor comercial do Banco Votorantim, diz que a operação faz parte da estratégia do banco de estar presente no setor de construção. “Entendemos que setor vai ser o carro-chefe da economia”. O empréstimo é usado como garantia de uma Cédula de Crédito Bancário (CCB) com bônus de subscrição. Tem prazo de cinco anos para ser liquidado. “Existe a possibilidade de nos tornarmos sócios da empresa. Esta é uma decisão do banco”.
Os recursos servirão basicamente para a compra de terrenos onde serão erguidos os novos empreendimentos da Guanandi. “Queremos criar um banco de terrenos importante para a empresa”, afirmou Luís Davantel, diretor-financeiro do grupo WTorre. Além disso, parte dos recursos servirá de capital de giro para a Guanandi e para estruturar a equipe da nova companhia, criada no ano passado. Mesmo sem ter feito lançamentos até o momento, a Guanandi foi avaliada em R$ 660 milhões nesta operação, que vinha sendo desenhada desde o mês passado.
A estratégia da empresa é criar grandes condomínios urbanizados em regiões próximas a zonas industriais importantes. O primeiro negócio está sendo feito em um região do Pará onde a Vale opera a mina de Carajás. Até o fim do ano a empresa também pretende lançar um condomínio com oito mil casas próximo ao estaleiro de 350 mil metros quadrados que está construindo para a Petrobras na cidade de Rio Grande (RS). Se o negócio decolar, a Guanandi pretende dobrar o tamanho deste empreendimento a curto prazo. “Temos 3 milhões de metros quadrados ali e podemos comprar outros três milhões para este projeto”, afirma o executivo da WTorre.
Até o momento, esses são os dois projetos da empresa. De acordo com Davantel, outros empreendimentos estão sendo estudados e podem ser lançados ainda este ano. “Temos grandes chances de realizarmos um outro empreendimento no Mato Grosso”, afirmou Davantel.
Fonte: ADEMI
às 09:00
admin
Jornal do Commercio, 21/fev
Muitos ainda se perguntam, com alguma dose de preconceito, como é possível que um morador de favela possa comprar eletrodomésticos sofisticados e até carro novo, enquanto aceita viver em condições tão degradantes de higiene e segurança. Entretanto, a questão seria mais esclarecedora se fosse formulada de outra forma. Partindo do pressuposto que a maioria das pessoas sabe escolher suas prioridades de consumo e investimento, e que se pudesse optaria por morar em condições mais favoráveis, como é possível que o morador da favela possa ter acesso à compra de produtos de avançada tecnologia, como eletrodomésticos sofisticados e automóveis novos, e, no entanto, não consiga obter financiamento para melhorar suas condições de moradia?
É bem provável, que na maioria das grandes cidades brasileiras, o preço de um imóvel seja superior ao de um automóvel novo, mas também é provável que se houvesse financiamento de longo prazo com taxas de juros reduzidas, muitos moradores de favela ou cortiços teriam renda suficiente para pagar as prestações de uma casa própria.
Para se adquirir um automóvel novo hoje no País, basta entrar em uma concessionária, escolher o veículo, fazer o plano de pagamento e sair com o carro. Se o modelo de aquisição da casa própria chegasse próximo do processo de aquisição do automóvel, com certeza teríamos menos pessoas alojadas em habitações populares precárias. É óbvio, porém, que a compra de um bem como o imóvel requer muito mais fiscalização do Estado e precauções pelo adquirente do que um carro. Mas convenhamos que há um fosso creditório muito grande entre ambos bens na hora de alcançá-los.
Hoje, o déficit habitacional brasileiro chega a mais de oito milhões de unidades. Se considerarmos aquelas famílias que têm casa própria, porém em condições precárias, a demanda por investimentos no setor imobiliário seria ainda maior.
Experiências bem sucedidas no México mostram que é possível atender à demanda por moradia a custos e prazos satisfatórios, desde que o mercado financeiro desenvolva instrumentos de investimento rentáveis e de financiamento compatíveis com a renda da população.
A maioria dos empreendimentos habitacionais mexicanos é de responsabilidade da iniciativa privada, que desenvolveu técnicas modernas de construção em escala industrial, com boa qualidade e preços baixos. Uma casa de 70 m² de área privativa é colocada à venda por um preço em torno de US$ 20 mil, algo como R$ 35 mil. Se financiada em 30 anos, com taxa de juros reais de 6% ao ano, a prestação mensal não passaria de R$ 200, ou cerca de um quarto da renda familiar da maioria da população que mora em favela em São Paulo.
A solução do problema habitacional brasileiro também passa pela questão da regularização da propriedade dos imóveis e pelo equacionamento da colateralidade necessária aos financiamentos. Hoje, muitos moram em áreas invadidas e não possuem nenhum título de propriedade. E a maioria não tem acesso a crédito porque não tem garantias para sustentá-lo.
Segundo o economista peruano Hernando de Soto, essas questões estão interligadas. Soto ficou mundialmente conhecido pela difusão de sua teoria sobre a importância da regularização da unidade habitacional familiar como instrumento de melhoria da condição social das camadas mais pobres da população. Segundo ele, o título de propriedade serve como importante garantia na obtenção de recursos para o financiamento de pequenos negócios que multiplicam a renda familiar e possibilita a aquisição de imóvel de melhor qualidade ou de realizar reforma do imóvel atual.
Um mutirão de regularização dos imóveis, ainda que precários, pode ser uma forma de se iniciar um círculo virtuoso no mercado imobiliário de baixa renda no Brasil.
Recentes avanços na economia brasileira, como o controle da inflação, a redução das taxas de juros, o desenvolvimento de novos mecanismos de poupança e empréstimos, a abertura de capital das principais construtoras e a implantação de medidas que fortalecem a garantias dos empréstimos, como a alienação fiduciária e o patrimônio de afetação dentre outros, já permitem vislumbrar melhorias no mercado imobiliário.
No final do ano passado, foi veiculado nos principais jornais do país que uma importante empreiteira brasileira deseja construir na Grande São Paulo um mega projeto habitacional nos moldes mexicano. Esperamos que esta iniciativa tenha sucesso e que muitas outras sejam implantadas em curto espaço de tempo. Se isto acontecer, ninguém mais precisa ficar surpreso quando souber que além de eletrodomésticos sofisticados e carro novo, a população de baixa renda também poderá ter acesso a uma casa decente.
Fonte: ADEMI
às 08:59
admin
Folha de São Paulo, Guilherme Barros, 21/fev
No primeiro dia de acesso do novo simulador on-line para financiamentos habitacionais da Caixa, foram registradas 305 mil simulações. O número é superior a 12 mil simulações por hora.
Fonte: ADEMI
às 08:58
admin
Folha de São Paulo, Guilherme Barros, 21/fev
O mercado de desenvolvimento imobiliário ganhou uma nova empresa, a Urbia Commercial Properties, cujo foco é a construção de centros de lojas de conveniência, que reúnem pontos-de-venda como drogarias, floriculturas e locadoras. A empresa, que chega com investimento de US$ 10 milhões para novos projetos em São Paulo neste ano, espera que cerca de 150 novos centros comerciais desse tipo possam ser feitos na capital paulista. Até o fim do ano, a Urbia pretende chegar ao mercado carioca.
Fonte: ADEMI
às 08:57
admin
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